Capgemini é parceiro de longo prazo para as empresas do setor financeiro

Especialista em transição digital, a Capgemini posiciona-se como parceiro de transformação end-to-end, trabalhando não só tecnologia, mas também processos, modelos operacionais, capacitação e gestão da mudança. Nesta entrevista, Ulugbek Suyumov, CFA - Head of Financial Services, fala-nos das prioridades e dos desafios atuais.

Capgemini é parceiro de longo prazo para as empresas do setor financeiro
Capgemini é parceiro de longo prazo para as empresas do setor financeiro

Vivemos um momento de viragem no setor financeiro, impulsionado pela combinação entre cloud, dados e inteligência artificial. A Capgemini acompanha esta evolução com experiência consolidada e conhecimento profundo do setor, suportado por projetos junto das principais instituições europeias. “Este posicionamento permite-nos oferecer uma visão pragmática sobre como acelerar a transformação com menor risco”, revela Ulugbek Suyumov, CFA – Head of Financial Services da Capgemini, para quem “as organizações que atuarem desde já, com visão estratégica e os parceiros certos, estarão significativamente mais bem preparadas para o futuro. Neste contexto, a Capgemini posiciona-se como um parceiro de longo prazo.”

Para a Capgemini, especialmente para a área que lidera, o que é prioritário neste momento?
Hoje, a prioridade passa por apoiar as instituições financeiras numa transformação que seja simultaneamente realista, sustentável e orientada a resultados. Falamos de uma evolução que reconhece o papel central destas entidades enquanto motor da economia e suporte das famílias. Neste contexto, é essencial assegurar o equilíbrio entre crescimento, eficiência operacional e resiliência, não apenas do ponto de vista regulatório, mas também tecnológico, num momento em que a inteligência artificial se tornou determinante para a competitividade e para a confiança no sistema financeiro.

“O nosso papel é transformar ambição tecnológica em casos de negócio concretos”

Quais são os desafios na venda de transformação digital às instituições financeiras?
O maior desafio raramente é tecnológico. As principais barreiras são organizacionais e estratégicas, nomeadamente: os sistemas legacy, a cultura interna, a escassez de talento digital e a aversão ao risco. Acresce a necessidade de assegurar e demonstrar o retorno do investimento. O nosso papel é transformar ambição tecnológica em casos de negócio concretos, alinhados com a estratégia de cada instituição e garantindo que a mudança é plenamente adotada pelos profissionais. Para a Capgemini, é essencial que cada colaborador dos nossos clientes se sinta envolvido e que a tecnologia tenha um impacto direto e positivo no exercício das suas funções, simplificando e agilizando o seu trabalho quotidiano.

Quais são as fases da atuação da Capgemini num processo de transformação digital e qual o papel da Inteligência Artificial (AI) generativa?
A abordagem começa com um diagnóstico da maturidade digital e prioridades de negócio. Segue-se o desenho da transformação, com definição de arquitetura, roadmap e modelo operacional. Depois, avançamos para a implementação e modernização, com foco em cloud, dados, sistemas core e automação. Por fim, trabalhamos a escala, a adoção e a melhoria contínua. A IA generativa está hoje presente em todo este percurso, influenciando o desenvolvimento de software, a análise de dados e a automação de processos. A sua adoção segue o nosso modelo “legal by design”, assegurando conformidade, segurança, ética e responsabilidade desde o início.

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Ulugbek Suyumov, CFA – Head of Financial Services da Capgemini

“O maior desafio raramente é tecnológico. As principais barreiras são organizacionais e estratégicas”

A transição digital das empresas já é uma realidade, sobretudo no setor bancário. O que é mais importante neste momento?
O desafio já não é a transição digital, mas uma transformação profunda e consistente. A digitalização de canais deixou de ser diferenciadora. O valor está em repensar modelos de negócio, processos end-to-end e formas de trabalho, colocando a tecnologia ao serviço da estratégia, das pessoas e do negócio. É crítico modernizar sistemas core, explorar o potencial dos dados e da inteligência artificial, e reforçar a cibersegurança e a resiliência operacional, sempre em conformidade com um enquadramento regulatório exigente.

 

A inovação invisível

A inovação mais transformadora é, na maioria das vezes, invisível para o cliente. Acontece na modernização dos sistemas core, na automação de processos, no reforço da cibersegurança, na qualidade dos dados e no cumprimento regulatório, incluindo o uso de inteligência artificial na prevenção de fraude. É este trabalho estrutural que sustenta experiências digitais simples, seguras e fiáveis. “Quando bem executada, a inovação elimina a complexidade e entrega aquilo que o cliente mais valoriza: confiança, consistência e conveniência”, afirma Ulugbek Suyumov.

 

Referiu que a transformação não é apenas tecnológica, mas também organizacional. Qual o papel da Capgemini?
A Capgemini posiciona-se como parceiro de transformação end-to-end, trabalhando não só tecnologia, mas também processos, modelos operacionais, capacitação e gestão da mudança. A experiência mostra que a tecnologia só cria valor quando é adotada pelas pessoas. É na articulação entre tecnologia, organização e talento que transformamos estratégia em execução e impacto real, sempre alinhados com o nosso princípio fundamental: “Make it real!”.

Como é que a Capgemini contribui para que as exigências regulatórias não sejam um obstáculo à inovação?
No setor financeiro, a regulação é parte integrante da transformação. Trabalhamos com os clientes para integrar, desde o início, requisitos como o DORA, o ESG, a gestão de risco, a privacidade e a IA responsável. Quando bem articulada, a regulação deixa de ser um entrave e pode tornar-se numa vantagem competitiva valiosa.

Este artigo foi produzido em parceria com a Capgemini.

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