Câmara do Funchal critica desconhecimento da oposição sobre trabalho feito na área da toxicodependência

O presidente da Câmara do Funchal disse que o executivo municipal "não vai pactuar" com a tentativa do PS, através da Coligação Confiança, de "branquear medidas" que estão a ser aprovadas pelo PS a nível nacional, como a nova lei das drogas.

Câmara do Funchal critica desconhecimento da oposição sobre trabalho feito na área da toxicodependência
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O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Pedro Calado, criticou o desconhecimento da oposição relativamente ao trabalho que tem sido feito na área da toxicodependência.

Pedro Calado afirmou que o executivo municipal “não vai pactuar” com a tentativa do PS, através da Coligação Confiança, de “branquear medidas” que estão a ser aprovadas pelo PS a nível nacional, como a nova lei das drogas.

O presidente da autarquia considerou que “há uma tentativa” por parte do PS, através da Coligação ‘Confiança, “de passar um paninho por cima daquilo que foi feito a nível nacional, que foi um desastre”, referiu-se à aprovação da lei  que despenaliza o consumo de substâncias psicoativas.

Pedro Calado elencou também algumas das medidas que têm sido implementadas pelo executivo municipal, de modo a justificar o chumbo da proposta da Coligação Confiança relativamente a esta matéria.

“Chumbamos porque aquilo que sentimos é que, primeiro, há um perfeito desconhecimento daquilo que é feito no município do Funchal, no combate à toxicodependência. O atual executivo  já tem um trabalho vastíssimo nestas áreas e o que constata é que há uma tentativa por parte do Partido Socialista, através da Coligação Confiança, de passar um paninho por cima daquilo que foi feito a nível nacional, que foi um desastre”, afirmou o autarca.

Entre os exemplos elencados por Pedro Calado esteve o apoio a várias associações que trabalham nesta área, a criação do projeto de habitação solidária que já recebeu quatro pessoas do sexo masculino em situação de sem-abrigo, que hoje têm o seu emprego e estão a ser reabilitados, a aprovação pela Assembleia Municipal da Estratégia Municipal para as Pessoas em situação de Sem-Abrigo, e medidas e ações nas escolas e no desporto de combate à droga.

Pedro Calado reforçou que o atual executivo municipal do Funchal “não vai pactuar” com este “branqueamento de medidas que estão a ser aprovadas a nível nacional”, e sugeriu que os vereadores da Coligação Confiança apresentassem um “voto de censura” à nova lei da droga que foi aprovada pelo Governo do PS, na República.

O presidente da Câmara do Funchal considerou que a proposta apresentada pela Coligação Confiança é “extemporânea” e uma “cópia integral” daquilo que existe a nível nacional, o que “revela um total desconhecimento sobre aquelas que são as competências dos Municípios nesta área”.

O presidente da autarquia questionou também o motivo dos vereadores da Coligação Confiança apresentarem agora propostas, quando durante os oito anos em que estiveram na gestão da Câmara do Funchal, “não fizeram nada para combater o problema da toxicodependência e dos sem abrigo, problemas que se agudizaram durante o período da pandemia”.

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