Bruxelas quer contas com incentivos fiscais para pequenos investidores

A comissária europeia para os Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, está a apresentar esta terça-feira duas iniciativas para promover o investimento e a poupança e melhorar a literacia financeira.

Bruxelas quer contas com incentivos fiscais para pequenos investidores
A ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque defendeu em abril deste ano, na Comissão Eventual Parlamentar de Inquérito às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução, que era "sua convicção pessoal" de que a nacionalização do Banco Espírito Santo (BES) sairia muito mais cara ao Estado do que a Resolução que veio a ser feita

A Comissão Europeia recomenda a todos os Estados-membros que avancem com Contas de Poupança e Investimento (SIA, na sigla em inglês), permitindo que pequenos aforradores possam desviar o dinheiro dos depósitos para investimentos com mais retorno. Mas Bruxelas vai mais longe, pedindo que essas contas tenham incentivos fiscais, entre outras medidas.

Essa ajuda do lado dos impostos é vista pela Comissão Europeia como “um elemento-chave para encorajar” este tipo de contas bancárias e chegar ao maior número de pessoas. Deixa, no entanto, o aviso de que esses incentivos devem ser “simples e bem dirigidos” para que não haja qualquer ambiguidade entre os investidores, o fisco e as entidades que forneçam essas contas. Os procedimentos fiscais devem ainda ser simplificados, o que significa, segundo a Comissão, “confiar nas declarações fiscais fornecidas pelos prestadores” destas contas.

Bruxelas entende que não devem ser só bancos a prestarem estes serviços, defendendo que haja um vasto leque de prestadores de serviços financeiros autorizados, incluindo sociedades de investimento, nomeadamente de outros países, para que a competitividade e a inovação sejam estimuladas.

As Contas de Poupança e Investimento devem ainda ser “simples, fiáveis e de fácil acesso para os utilizadores”, segundo a Comissão, que defende flexibilidade para os utilizadores: “Os investidores de retalho devem poder abrir várias contas, incluindo junto de diferentes prestadores, e não devem enfrentar comissões excessivas nem processos burocráticos ao transferirem as suas carteiras”.

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