Um ano após o referendo que ditou a saída do Reino Unido da União Europeia, a região de Frankfurt parece estar a caminho de ganhar a corrida para se tornar uma nova Londres como centro financeiro da Europa. O facto de ser a sede do Banco Central Europeu (BCE) é um argumento atrativo para as empresas financeiras que em março de 2019, data oficial do divórcio entre o Reino Unido e a União Europeia, querem ter um tecto no velho continente.
A região metropolitana Frankfurt- Rhine-Main (Frankfurt/Reno-Meno) poderá ganhar até 100 mil novos empregos nos próximos quatro anos, de acordo com um estudo encomendado pela Frankfurt Main Finance e publicado esta sexta-feira.
Tal como os europeus que vivem no Reino Unido já começaram o processo de saída do país, a maioria dos bancos já expressou a sua preferência por “Mainhattan” – nome porque também é conhecida Frankfurt, em referência ao rio Main (Meno), que a banha.
Nos próximos três anos, o setor financeiro de uma das maiores bolsas de valores na Europa verá nascer 10 mil empregos adicionais, segundo o estudo.
Bancos como o Goldman Sachs, o Morgan Stanley, o JP Morgan e o Daiwa já decidiram transferir os seus funcionários do Reino Unido para a quinta cidade alemã. O Deutsche Bank, o maior banco germânico, poderá igualmente vir a repatriar cerca de 4.000 empregos para o continente, dos 9 mil que atualmente tem no outro lado do canal da Mancha. De acordo com o estudo, o grande movimento de pessoas deverá trazer a esta região alemã entre 136 e 191 milhões de euros de receitas fiscais adicionais.
O setor financeiro não será o único a beneficiar desse fluxo de empregos. Os analistas prevêem “efeitos multiplicadores” que provocarão igualmente o crescimento de outros setores.