Bolsas recuam na ausência de fumo branco no Médio Oriente e Lisboa não é exceção

Mais uma sexta-feira de perdas nas bolsas europeias com o agravar do conflito no Irão. O PSI recua -0,43% apesar da subida das ações da Jerónimo Martins (+1,34%) e da EDP Renováveis (+1,08%). Mas a REN, por sua vez, cai -2,57%, uma dia depois de ter apresentado resultados. A Europa está em terreno negativo devido ao aumento das tensões entre os dois países EUA e Irão, que pressiona o sentimento.

Bolsas recuam na ausência de fumo branco no Médio Oriente e Lisboa não é exceção
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Mais uma sexta-feira de perdas nas bolsas europeias com o agravar do conflito no Irão. O PSI recua -0,43% apesar da subida das ações da Jerónimo Martins (+1,34%) e da EDP Renováveis (+1,08%). A NOS também acompanha as subidas (+1,25%). Assim como a Galp que avança +0,90%, ajudada por mais uma subida do petróleo. O Brent já voltou a superar os 100 dólares o barril e está a subir 0,47%. O crude WTI no NYMEX sobe 0,55% para 95,33 dólares.

Mas a REN, por sua vez, cai -2,57%, uma dia depois de ter apresentado resultados. A Teixeira Duarte recua -1,04%; a EDP perde -0,84%; a Altri desce -0,60%; o BCP perde -0,71%; a Navigator também a cair -0,91%; assim como a Mota-Engil a deslizar -0,70%; os CTT cedem -0,47%. Enfim, são só alguns exemplos do que se passa hoje na Bolsa de Lisboa.

Na Europa o cenário é negativo também. O Stoxx 600 perde nesta altura (13h20) 0,56% e o EuroStoxx 50 tomba 0,93%.

Nas bolsas europeias, o FTSE 100 recua 0,21%; o CAC40 perde 0,87%; o DAX cai 1,02%; o italiano FTSE MIB recua 0,11%; o IBEX cede0,56%; o holandês AEX também desliza 0,36%; e a Grécia não escapa a perdas ao recuar 0,64%. Na Polónio o tombo é significativo (-1,58%).

Tensões no Estreito de Ormuz entre as forças norte-americanas e iranianas voltam a aumentar. Ambos os lados se acusam mutuamente de terem provocado o ataque, o que ameaça gravemente o cessar-fogo em vigor. O presidente norte americano relativizou os ataques, ameaçando uma nova escalada caso não haja um acordo nuclear. Os EUA anunciaram terem defendido com sucesso o seu território, enquanto o Irão relata perdas por parte dos EUA.

Anteriormente, de acordo com a agência Fox, foram disparados tiros norte-americanos contra portos iranianos. Donald Trump afirmou que o tiroteio ocorreu durante a passagem de contratorpedeiros americanos atacados pelo Estreito de Ormuz, enquanto confirmou que o cessar-fogo continua em vigor.

Segundo a XTB, “a sessão de hoje continuará a ser dominada pelo clima em torno do conflito no Médio Oriente, embora a volatilidade do mercado deva também aumentar com a divulgação de dados de grande importância, fundamentais para a política monetária nos EUA”.

“A atenção do mercado centrar-se-á nos dados sobre o emprego não agrícola (NFP), que se espera que revelem um arrefecimento do mercado de trabalho, com um aumento modesto de 62 mil postos de trabalho, face a uma taxa de desemprego estável de 4,3%. Esta desaceleração prevista na contratação é o principal fator determinante do sentimento, à medida que os investidores ponderam se a economia dos EUA se encaminha para uma aterragem suave ou para uma contração mais acentuada num contexto de política restritiva, bem como para a continuação de uma menor rotatividade no mercado de trabalho”, acrescenta a corretora.

Já a MTrader destaca que esta é uma “sexta-feira pintada de vermelho nas bolsas europeias, à medida que o Trump pressiona o Irão para que este aceite um acordo de paz. O aumento das tensões entre os dois países pressiona o sentimento, depois dos EUA ter atacado locais de lançamento de mísseis e drones em resposta aos ataques do Irão a três navios de guerra norte-americanos”.

“Apesar do escalar das tensões e do frágil acordo de paz entre os dois países os preços do petróleo seguem estáveis, um sinal de esperança num acordo”, acrescentam os analistas.

“No seio empresarial destaque para as reações positivas aos resultados apresentados por Eni, Pirelli, Amadeus IT e Ferrovial. A Renault e Allianz destacam dividendo. A Rheinmetall recua, depois ter sofrido um corte significativo de avaliação por parte da JPMorgan. Em solo luso de notar as contas de Navigator e REN, com a última também a descontar dividendo”, revela o analista do Millennium BCP.

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Maria Teixeira Alves1 Set
Hoje foi um dia negativo o que se viveu na globalidade das bolsas europeias, onde o PSI foi a exceção. "O reacendimento de tensões no Médio Oriente voltou a fazer subir os preços do petróleo e aumentou a probabilidade de subida de taxas de juro tanto da Fed como do BCE já em setembro. O efeito fez-se sentir na subida das yields de dívida soberana, que num medidor global da Bloomberg estão a atingir o nível mais elevado desde 2008, num mês em que BCE e Fed podem voltar a subir taxas", referem os analistas da MTrader.