Blinken regressa da China com “discussão franca”, mas sem resultados práticos

As duas maiores potências económicas mundiais sentaram-se à mesa em Pequim, garantindo vias de diálogo, mas pouco mais. China acusa EUA de tentarem isolar o gigante asiático.

Blinken regressa da China com “discussão franca”, mas sem resultados práticos
Antony Blinken Xi Jinping China EUA

A primeira visita oficial de um secretário de Estado norte-americano à China desde 2018 gerou bastante expectativa, mas acabou por render poucos resultados práticos além de um compromisso com a busca de uma estabilização das relações entre as duas potências. Anthony Blinken regressou de Pequim com uma mão cheia de nada, fruto de posturas profundamente entrincheiradas de ambos os lados numa multitude de tópicos, apesar das reações reconfortantes de Washington.

O acumular de tensões entre as duas maiores economias mundiais vinha-se verificando há alguns anos, com a guerra comercial aberta ainda no mandato Trump a marcar o início de uma deterioração que culminou este ano, nas visitas incómodas de oficiais norte-americanos a Taiwan e o incidente diplomático com o balão espião chinês em espaço aéreo dos EUA. Como tal, a visita de Blinken a Pequim, que foi adiada precisamente devido a este último episódio, revestia-se de importância, sobretudo no atual contexto de guerra na Europa e de fraturas acrescidas no panorama internacional.

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