BCE: A chave das compras de Draghi

As maiores economias da zona euro são as preferidas do BCE para adquirir ativos, até mesmo porque as regras do quantitative easing assim o obrigam.

BCE: A chave das compras de Draghi
BCE ENTRADA

A partir de outubro, o redesenho do mapa será anunciado pelos governadores do banco central e no próximo ano, a expetativa é que o programa de compra de ativos continue, mas a um ritmo gradualmente mais lento. A aquisição de obrigações portuguesas tocou, em agosto, num novo mínimo desde o início do QE, em março de 2015, e está longe do pico de 1.451 milhões de euros, em maio de 2016. A taxa da dívida nacional a 10 anos no mercado secundário tem, contudo, ficado imune à diminuição das compras.

Relacionado

Economistas desvalorizam risco de crise apesar da escalada das yields da dívida soberana a nível mundial

Economistas desvalorizam risco de crise apesar da escalada das yields da dívida soberana a nível mundial

Maria Teixeira Alves4 Set
As yields da dívida soberana de longo prazo têm vindo a subir de forma sincronizada nas principais economias desenvolvidas, com os Estados Unidos, o Japão e vários países europeus a registarem níveis não vistos em décadas. Mas os economistas ouvidos pelo Jornal Económico consideram pouco provável que a tendência desemboque numa crise, apontando antes para efeitos mais concentrados no investimento empresarial e nas contas públicas de cada país.