Barómetro da Investors Portugal avalia como negativa a evolução do papel da política pública no setor do Early Stage 

“Apesar das perspetivas pouco positivas com que se iniciou 2025, é notável como o mercado se transformou ao longo do ano para os investidores. É com um cenário animador que entramos em 2026, observando uma perspetiva maioritariamente positiva relativamente às oportunidades de exit, bem como um aumento nos objetivos de investimento para o primeiro semestre”, afirma a presidente da Investors Portugal, Lurdes Gramaxo.

Barómetro da Investors Portugal avalia como negativa a evolução do papel da política pública no setor do Early Stage 
Lurdes Gramaxo_Portugal Investors_2024

O ecossistema de investimento em fase inicial em Portugal arranca o ano com otimismo no investimento e nos exits. Segundo a 4ª edição do “Barómetro do Investimento Early Stage”, publicado pela Investors Portugal, 80% dos investidores nacionais mostram-se otimistas quanto à atividade de investimento a realizar no primeiro semestre de 2026. Este sentimento positivo estende-se tanto à quantidade de novos negócios como ao volume de capital a injetar no mercado, refletindo a dinâmica positiva captada pela Associação Portuguesa dos Investidores em Early Stage.

Após um último semestre de 2025 onde 65% dos investidores sentiram maior facilidade em levantar capital, o foco vira-se agora para a reciclagem de fundos. Embora apenas 36% tenha concretizado boas oportunidades de saída (exits) no final do ano passado, as perspetivas para 2026 são de inversão: 56% dos inquiridos antecipa agora um cenário positivo para vendas e liquidez.

Lurdes Gramaxo, presidente da Investors Portugal, destaca a transformação do mercado, dizendo que “é com um cenário animador que entramos em 2026, observando uma perspetiva maioritariamente positiva relativamente às oportunidades de exit e um aumento nos objetivos de investimento”.

“Apesar das perspetivas pouco positivas com que se iniciou 2025, é notável como o mercado se transformou ao longo do ano para os investidores”, segundo Lurdes Gramaxo.

Em contraste com o otimismo do mercado, a avaliação das políticas públicas agravou-se. Cerca de 68% dos investidores avalia negativamente a evolução do papel do Estado no setor — uma queda de 13 pontos percentuais face ao semestre anterior.

Para inverter esta tendência, a Investors Portugal sugere benefícios fiscais que se traduzam na retoma urgente do SIFIDE indireto.

Mas também a desburocratização/simplificação e continuidade nos apoios ao investimento.

No co-investimento defende a promoção de dinâmicas regionais que facilitem o financiamento conjunto.

O Barómetro da Investors Portugal consolida-se como a ferramenta essencial para traçar tendências no ecossistema que une Business Angels, Venture Capital e aceleradoras em Portugal.

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