O Banco Montepio diz que recebeu do Banco de Portugal, na qualidade de autoridade competente para a supervisão em base consolidada do Banco Montepio, a decisão relativa ao processo anual de análise e avaliação (Supervisory Review and Evaluation Process – SREP).
O requisito específico de fundos próprios (Pilar 2 – P2R) aplicável ao Banco Montepio a partir de 1 de abril de 2026 é fixado em 2,85%, traduzindo uma redução de 25 pontos base face ao requisito anteriormente em vigor, quando era de 3,1%. Esta redução reflete a avaliação positiva, pelo Banco de Portugal, da evolução do risco global do Banco Montepio.
Os requisitos mínimos prudenciais de fundos próprios incluem as componentes do requisito mínimo (Pilar 1), do requisito específico (Pilar 2) e do requisito combinado de reservas de fundos próprios (CBR).
O requisito mínimo de capital CET1 é de 9,59% (incluindo 1,6% de Pilar 2 e 3,48% de CBR). Já de rácio Tier 1 tem como mínimo 11,62% (inclui 2,14% de Pilar 2 e 3,48% de CBR); e rácio de capital total mínimo é de 14,33% (inclui os 2,85% de Pilar 2 e 3,48% de CBR).
O CBR inclui a reserva de conservação de fundos próprios de 2,5%, a reserva para outras instituições de importância sistémica (reserva de O-SII) de 0,25% e a reserva contracíclica de 0,73%.
“Considerando os rácios de capital em 31 de dezembro de 2025, o Banco Montepio excede os requisitos mínimos exigidos de CET1, Tier 1 e Capital Total, evidenciando uma sólida solvabilidade e uma elevada capacidade de absorção de choques, em linha com o objetivo de manter uma estrutura de capital robusta e sustentável”, refere o banco.