Banco de Inglaterra volta a subir juros em 25 pontos perante inflação persistente

A subida da inflação em fevereiro não deixava grande margem de manobra à autoridade monetária britânica, mesmo considerando os problemas recentes na banca. O orçamento recentemente aprovado deve dar um impulso de 0,3% à economia nos próximos anos, ajudando a contrariar a estagnação recente.

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O Banco de Inglaterra (BoE) decretou esta quinta-feira nova subida dos juros diretores, a décima primeira seguida, desta feita em 25 pontos base (p.b.), colocando a taxa de referência em 4,25%, o nível mais elevado desde 2008.

A decisão era já amplamente esperada pelos mercados, depois de novas surpresas na leitura de fevereiro da inflação. Esta revelou nova subida do indicador de preços, interrompendo uma série de três leituras em queda e chegando a 10,4%, um sinal claro que a pressão inflacionista não vai acalmar tão cedo.

O BoE fez saber que mais subidas deverão ser apropriadas, embora sem se comprometer com rumos específicos, embora o orçamento aprovado na semana anterior deva dar algum impulso à economia. O banco prevê um impacto positivo de 0,3% no crescimento nos próximos anos, mas nem por isso o país ficará livre de possíveis complicações.

No imediato, a autoridade monetária britânica espera uma recuperação já no segundo trimestre, depois da estagnação no final de 2022 e início deste ano.

Quanto ao sistema bancário, que tem estado no foco internacional depois das falências nos EUA e os problemas no Crédit Suisse, o BoE garante que não existem, por enquanto, sinais de preocupação. A banca do país “mantém posições de liquidez e de capital fortes e robustas, estando bem posicionado para continuar a apoiar a economia num conjunto variado de cenários”.

A decisão do regulador britânico surge no dia a seguir à Reserva Federal ter optado por dar um sinal de confiança com nova subida de 25 p.b. e horas depois de os juros suíços terem subido 50 p.b.. Na semana anterior, o Banco Central Europeu tinha arrancado o ciclo de reuniões de política monetária, optando por mais 25 p.b. nas taxas diretoras da zona euro.

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