Balança comercial da China com excedente de 265 milhões em abril

As exportações chinesas cresceram 11% em termos homólogos, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira pela Administração Geral das Alfândegas da segunda maior economia mundial.

Balança comercial da China com excedente de 265 milhões em abril
china-ue

O excedente comercial da China voltou a subir à boleia das exportações da segunda maior economia do mundo. A valor das trocas comerciais entre a China e o resto do mundo aumentou 5,8% em abril, em comparação com o mesmo período do ano passado, para 3,43 biliões de yuans (cerca de 450,763 milhões de euros).

As exportações cresceram a dois dígitos (+10,6%) em termos homólogos, enquanto as importações também aumentaram, embora de forma bastante inferior (0,02%), de acordo com os dados divulgados esta terça-feira pela Administração Geral das Alfândegas chinesa e apresentados pelo jornal espanhol “El Economista” e agência noticiosa Efe.

Os números do comércio entre a China e o resto do mundo fizeram com que, no quarto mês de 2023, o excedente comercial chinês subisse para 2,02 biliões de yuans (aproximadamente 265,464 milhões de euros), o que significou um aumento de 56,7% em relação ao valor registado em abril de 2022.

Já em março, o comércio entre a China e o resto do mundo aumentou 15,5% em relação ao ano anterior, com as exportações a subir 23,4% e as importações 6,1%. Na moeda norte-americana, as trocas comerciais aumentaram 1,1% em abril, com as exportações (+8,5%) a terem um desempenho superior ao das importações (-7,9%).

No ano passado, o excedente comercial da China subiu para um valor recorde de 877,6 mil milhões de dólares (na ordem dos 809,5 mil milhões de euros) devido a uma subida de 7% nas exportações, apesar dos impactos dos confinamentos para controlar a propagação de Covid-19, que ainda se verificaram neste país da Ásia. Não obstante a queda registada em dezembro de 2022, as exportações da China para 3,95 biliões de dólares (3,64 biliões de euros).

Os analistas previam que o crescimento das exportações chinesas continuasse a desacelerar com o risco de recessão nas economias ocidentais, mas o relatório tornado público esta manhã mostra que as exportações se mantém com um crescimento expressivo. “Provavelmente irão contrair até meados do ano” de 2023, antecipou o analista Julian Evans-Pritchard, da consultora Capital Economics, numa research publicada em janeiro.

Relacionado