Azule Energy aprova investimento de mais de cinco mil milhões de dólares no offshore angolano

O projeto — que integra os campos Palas, Ástrea e Juno no Bloco 31, e Urano e Dione no Bloco 31/21 — introduz pela primeira vez em Angola um modelo de codesenvolvimento entre dois blocos com partilha de infraestruturas, segundo um comunicado da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG).

Azule Energy aprova investimento de mais de cinco mil milhões de dólares no offshore angolano
Após “dias de guerra”, a população de Luanda respira hoje de alívio com o regresso da calma e maior tranquilidade, apesar de receios sobre o agravamento do desemprego devido aos episódios de vandalismo, Luanda, Angola, 31 de julho de 2025. As consequências dos tumultos, violência e pilhagens registados no início desta semana, em Luanda, na sequência da paralisação dos taxistas, ainda continuam vivas na memória dos luandenses, que os descrevem como “dias de guerra”. (ACOMPANHA TEXTO DE 31 DE JULHO DE 2025). AMPE ROGÉRIO/LUSA

A Azule Energy e os parceiros Sonangol E&P e Equinor anunciaram que vão investir mais de cinco mil milhões de dólares (cerca de 4,4 mil milhões de euros) no projeto petrolífero Greater PAJ, nos Blocos 31 e 31/21, no “offshore” de Angola.

O projeto — que integra os campos Palas, Ástrea e Juno no Bloco 31, e Urano e Dione no Bloco 31/21 — introduz pela primeira vez em Angola um modelo de codesenvolvimento entre dois blocos com partilha de infraestruturas, segundo um comunicado da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG).

A Decisão Final de Investimento (FID) foi anunciada numa cerimónia em Luanda, com a presença do ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, em que foram assinados seis contratos com prestadores de serviços: FPSO com a CIMC Raffles, sistemas submarinos de produção com a Baker Hughes, umbilicais com a OneSubsea, ductos e linhas de fluxo flexíveis com a TechnipFMC, tubos rígidos com a Vallourec, e transporte e instalação com a Saipem.

As reservas totais associadas ao desenvolvimento são estimadas em 252 milhões de barris, sendo aproximadamente de 143 milhões no Bloco 31 e 108 milhões no Bloco 31/21, de acordo com o comunicado.

O projeto prevê 17 poços — dez produtores e sete injetores de água —, ligados a uma nova unidade flutuante de produção, armazenamento e descarga (FPSO) com capacidade nominal de 95.000 barris por dia.

O primeiro óleo está previsto para o primeiro semestre de 2029.

O projeto deverá gerar 1,8 milhões de horas de trabalho de conteúdo local e mobilizar mais de 600 postos de trabalho nacionais.

O Bloco 31 é operado pela Azule Energy (26,67%), com participação da Sonangol Exploração & Produção (45%), SSI (15%) e Equinor (13,33%). O Bloco 31/21 é operado pela Azule Energy (50%), tendo como parceira a Equinor (50%).

“Este projeto reflete o valor da colaboração e a capacidade de desbloquear recursos através de soluções de desenvolvimento integradas e eficientes”, afirmou o CEO da Azule Energy, Joseph Murphy, citado no comunicado, sublinhando que o Greater PAJ “contribuirá para sustentar a produção e reforçar a posição de Angola como fornecedor estratégico de energia nos próximos anos”.

O ministro Diamantino Azevedo considerou, por outro lado, que o projeto é “exemplo do potencial de Angola para transformar recursos petrolíferos em desenvolvimento, emprego, conhecimento e prosperidade”.

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