Governo angolano pede a operadores para superarem um milhão de barris/dia

Diamantino Azevedo esteve esta segunda-feira, em Luanda, à conversa com o diretor-geral da ExxonMobil Angola, Brian Unietis, na cerimónia comemorativa dos 32 anos do início das operações do Bloco 15, situado a cerca de 145 quilómetros da costa norte angolana, com uma produção alcançada de cerca de 2,7 biliões de barris de petróleo.

Governo angolano pede a operadores para superarem um milhão de barris/dia
Diamantino Azevedo, ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás angolano disse esta segunda-feira, 31 de agosto, que Angola já ultrapassou o desafio de estabilizar a produção, e apelou aos operadores para superarem a meta de um milhão de barris de petróleo diária.

Diamantino Azevedo esteve hoje, em Luanda, à conversa com o diretor-geral da ExxonMobil Angola, Brian Unietis, na cerimónia comemorativa dos 32 anos do início das operações do Bloco 15, situado a cerca de 145 quilómetros da costa norte angolana, com uma produção alcançada de cerca de 2,7 biliões de barris de petróleo.

O governante angolano realçou que o país ficou muitos anos sem fazer licitação de novos blocos, mas nos últimos nove anos foram licitados 72 blocos, pelo que “isso tem de trazer resultados”.

“Esse é o desafio agora, peço a vossa contribuição, o que é que temos de fazer para efetivamente aumentar a produção, porque eu acho que potencial existe”, referiu.

Em declarações à imprensa, o ministro sublinhou que Angola está satisfeita com o desempenho das empresas do setor petrolífero, a nível de produção e de projetos sociais, bem como da angolanização do setor.

“Mas nunca estou satisfeito com o que se alcança. Quando alcançamos um objetivo temos de introduzir outros objetivos. Oque pedi às empresas é para que invistam mais, para que procurem negociar com a agência de petróleos outros blocos, para que olhem também com atenção para a questão da angolanização”, frisou.

O titular da pasta dos Recursos Minerais, Petróleos e Gás destacou que em breve vão ser publicados decretos executivos sobre novos blocos em ‘offshore’ e em ‘onshore’, “que estarão disponíveis para os parceiros olharem com atenção”.

“Temos vários blocos no ‘onshore’, porque nós perspetivamos aí a possibilidade de existência de petróleo (…), há muito trabalho para fazer”, referiu.

Relativamente ao Bloco 15, Diamantino Azevedo manifestou-se satisfeito, “porque é um bloco que já atingiu 95% da angolanização”.

“Referi-me também à necessidade de vermos mais prestadores de serviço angolanos a participarem, mas esse é um desafio não só para as empresas operadoras, mas também para as próprias empresas angolanas serem mais afoitas, procurarem mais participação nesta parte da atividade produtiva e também pedi para todos, em conjunto, refletirmos sobre uma qualidade diferente do que fazemos a nível de projetos sociais”, disse.

O Bloco 15 em águas profundas – operado pela ExxonMobil, tendo como parceiras a Azule Energy, a Equinor e a Sonangol – teve a sua licença de operação alargada até 2037, com um investimento de três mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros).

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