O Senado da França votou, esta quinta-feira, para aumentar a idade de reforma em dois anos, para 64, num momento em que o Governo tenta gerir as reformas do sistema de pensões e as greves que têm decorrido no país.
A maioria no Senado, dominado pelos conservadores, votou a favor do artigo decisivo para aumentar a idade de reforma, com 201 votos a favor e 115 contra.
Alguns deputados manifestaram o seu desagrado para com a aprovação da medida. “O seu nome ficará para sempre ligado a uma reforma que atrasará o relógio em quase 40 anos”, disse a socialista Monique Lubin ao ministro do Trabalho, Olivier Dussopt, citada pela “France24”.
Os sindicatos prometeram aumentar a pressão sobre o governo através de greves. Na quarta-feira, as entregas de combustível, comboios e voos foram interrompidos pelo segundo dia após as manifestações em massa.
Os principais portos marítimos também foram bloqueados, dado que os estivadores estavam entre os grevistas que tentam convencer o presidente Emmanuel Macron a reverter o curso do projeto de lei sobre a reforma.
Macron colocou a mudança no centro da sua agenda política, o governo a argumentar que o aumento da idade de reforma e endurecimento dos requisitos para uma pensão completa são essenciais para evitar que o sistema afunde no défice.
Apesar da contestação levantada pelos cidadãos, França está atrás em idade de reforma em comparação com os países europeus que aumentaram a idade de aposentadoria para os 65 anos ou mais.