Os novos ataques a infraestruturas de gás natural no Qatar voltaram a agitar os mercados internacionais da energia e estão a aumentar a pressão sobre os preços do gás e do petróleo. Segundo o artigo original, o impacto já se faz sentir na Europa, com uma subida acentuada do preço do gás natural e com o barril de petróleo a ultrapassar os 110 dólares.
De acordo com a mesma fonte, o ataque ao maior complexo mundial de gás natural liquefeito provocou uma quebra relevante na oferta global, levando o preço do gás a disparar 35% no mercado europeu. Este novo choque energético poderá ter efeitos diretos no custo de vida das famílias portuguesas, sobretudo ao nível da eletricidade, do gás natural e dos combustíveis.
Apesar do peso das energias renováveis no sistema nacional, Portugal continua dependente do gás natural para alimentar centrais de ciclo combinado, o que significa que uma subida no custo desta matéria-prima pode refletir-se rapidamente no mercado grossista da eletricidade. O resultado poderá traduzir-se, a curto prazo, num agravamento das faturas mensais de luz e gás, caso os comercializadores atualizem os tarifários.
Também os combustíveis deverão sofrer aumentos nas próximas semanas. Com o petróleo acima dos 110 dólares por barril, abastecer o automóvel poderá tornar-se mais caro, ao mesmo tempo que os custos de transporte e logística tendem a aumentar, pressionando o preço de bens essenciais e o orçamento das famílias.
Perante este cenário, o recomendado é que os consumidores acompanhem a evolução dos tarifários de energia no mercado livre e a procura alternativas mais competitivas, além de compararem os preços dos combustíveis nos postos de abastecimento da sua zona.