Angonabeiro regista volume de negócios de 12,8 milhões de euros no primeiro semestre

A empresa do Grupo Nabeiro somou 654 milhões de kwanzas em exportações até ao final de junho de 2025.

Angonabeiro regista volume de negócios de 12,8 milhões de euros no primeiro semestre
Angonabeiro

O volume de negócios da Angonabeiro, empresa sediada em Luanda que detém a marca de café Ginga, ascendeu a 14,094 mil milhões de kwanzas (cerca de 12,8 milhões de euros) no primeiro semestre deste ano.

Quanto às exportações, a empresa do Grupo Nabeiro registou 654 milhões de kwanzas até ao final de junho de 2025.

“Estes resultados refletem a trajetória de crescimento sustentado da empresa, que em 2024 alcançou um volume total de negócios de Kz 26,386 mil milhões e exportações de Kz 1,154 milhões”, lê-se numa nota de imprensa à qual o Jornal Económico (JE) teve acesso.

Os números foram tornados públicos no contexto da participação da empresa na Feira Internacional de Luanda (FILDA), que decorreu entre os dias 22 e 27 de julho, onde se fez representar em dois stands: o stand Angonabeiro, focado nas marcas próprias do grupo português, como a Delta Cafés, Delta Q, Ginga, Adega Mayor, Qampo e Deltea, e o stand Parceiros, com marcas representadas pela Angonabeiro no mercado angolano, como a Serrata, Ferbar, Paladin, Compal, Magalhães, Vieira de Castro, Dan Cake, Aliança, Diatosta, Pantagruel, Pintarolas, Regina, Gorila, Penha e Tom Milk.

“A nossa participação na FILDA visa reforçar a notoriedade e o posicionamento das marcas do Grupo Nabeiro em Angola. Procuramos fortalecer as parcerias com os nossos clientes atuais, alargar a nossa presença junto do canal horeca e do retalho tradicional, e ainda apresentar inovações alinhadas com os nossos pilares de qualidade, conveniência e sustentabilidade”, justificou, na altura, Carlos Gomes, diretor-geral da Angonabeiro.

O Grupo Nabeiro-Delta Cafés reportou, em meados de julho, uma faturação de 324 milhões de euros relativa ao primeiro semestre (+18% em termos homólogos), impulsionada, sobretudo, pelo aumento do preço da matéria-prima e pelos resultados do mercado espanhol.

 

Marca Nabeiro em Angola

Em 2023, por ocasião das celebrações dos 25 anos da Angonabeiro, o presidente da comissão executiva Rui Miguel Nabeiro assinalou o compromisso do grupo com Angola, país que classificou como “um pilar importantíssimo para a Delta”.

“Esta celebração representa sobretudo o reforço do compromisso do Grupo Nabeiro com Angola, um mercado estratégico e importantíssimo para o crescimento e sustentabilidade do grupo, que tem como grande ambição chegar ao top 10 das marcas de café do mundo”, disse, na altura, o também Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.

A entrada do grupo português no mercado angolano remonta a 1998, quando a Delta Cafés acedeu ao convite do Governo de Angola para participar na recuperação e reativação de uma antiga fábrica – a Liangol –  tendo em vista relançar a marca de café Ginga. A empresa portuguesa, que operava naquele mercado ao abrigo de um contrato de gestão, viria a adquirir a totalidade do capital da unidade fabril de café em 2015, por um milhão de dólares.

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