Angola inaugura Palácio de Convenções a apontar para turismo de negócios e eventos

O novo espaço, construído onde há três anos era mar, no centro da capital do país, Luanda, foi inaugurado pelo Presidente da República, João Lourenço, que sublinhou a importância da obra para receber eventos internacionais, até agora realizados em tendas e hotéis.

Angola inaugura Palácio de Convenções a apontar para turismo de negócios e eventos
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Angola investiu mais 290 mil milhões de kuanzas, quase 280 milhões de euros, num Palácio de Convenções inaugurado esta segunda-feira, 24 de agosto, com capacidade para milhares de pessoas, a pensar no turismo de negócios e eventos.

O novo espaço, construído onde há três anos era mar, no centro da capital do país, Luanda, foi inaugurado pelo Presidente da República, João Lourenço, que sublinhou a importância da obra para receber eventos internacionais, até agora realizados em tendas e hotéis.

“Angola abriu-se ao mundo e como consequência disso tem conseguido atrair, particularmente para a sua capital Luanda, importantes eventos internacionais”, disse o Presidente.

As novas instalações passam a oferecer “capacidade e condições de trabalho e de conforto”, com um anfiteatro com três mil lugares, que os delegados da 21.ª sessão extraordinária da conferência de chefes de Estado e de Governo da União Africana irão experimentar no próximo fim de semana.

O Palácio de Convenções tem 12 salas, quatro das quais ainda inacabadas, e uma das quais com 500 lugares.

Para o chefe de Estado, este espaço “vem dignificar o país” e servirá de base à aposta no turismo de negócios e eventos.

João Lourenço lançou um apelo ao investimento privado, vincando que “não basta ter este centro”, é preciso o que ainda falta a Angola: investimento no setor do turismo, concretamente na hotelaria.

“É momento de começarem a investir seriamente na hotelaria. Luanda tem poucos hotéis, esta é a oportunidade para o setor privado investir em hotelaria”, desafiou, acrescentando que “todo investimento que vier será sempre insuficiente” para o que falta fazer.

O Presidente angolano referiu que os passos atuais são resultado de um caminho gradual que o país tem feito para mudar o ambiente de negócios em Angola.

Este chamamento ao turismo começou há já alguns anos, disse, com o “combate à corrupção, isenção de vistos a cidadãos de cerca de 90 países do mundo, reformas no sentido de reduzir a burocracia na constituição de empresas e na forma de fazer negócios em Angola”.

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