O presidente do Chega disse este domingo que o partido é aberto e não deve “fechar portas” a militantes que se revejam nas propostas, apesar do histórico partidário que tenham. André Ventura referiu mesmo que há “centenas ou milhares” de pessoas que vieram de outros partidos para o que lidera.
“Nesta sala estão centenas ou milhares de pessoas que vieram de pessoas que vieram do PSD, do CDS e de outros partidos e hoje são parte fundamental do nosso ADN”, afirmou André Ventura, na sessão de encerramento do congresso do partido, em Viana do Castelo. “Fechar portas não é da matriz cristã do nosso país nem do nosso partido”, defendeu.
Depois de nomear algumas personalidades, garantiu, lançando a farpa à restante oposição: “Mais se juntarão, porque sabem que este é o caminho para derrotar o socialismo em Portugal. Muitos já deixaram de ter esperança noutros e sabem que este é a única pista para fazer essa diferença”.
“O ADN do Chega, a sua força disruptiva, a contestação ao estado em que o país chegou, o não ser politicamente correto e a capacidade de enfrentar os interesses instalados, em qualquer momento, que ninguém pense que eles ficarão em causa ou ficaram comprometidos por qualquer entrada no partido a estas horas”, assegurou no término da sexta convenção nacional.
Esta tarde o secretário-geral do PS denunciou o Chega por mentir aos portugueses, porque metade das propostas são impossíveis de concretizar e a outra metade é impossível aceitar, na sua opinião. Sem surpresas, Pedro Nuno Santos também foi um dos nomes mencionados neste discurso de encerramento da convenção, tendo André Ventura acusando-o de discriminação das forças de segurança nacionais.
“A primeira coisa que a direita fará à chegada de uma maioria é equipar os suplementos da PSP, GNR, guarda prisional e forças de segurança ao que foi, justamente, atribuído à Polícia Judiciária, ao longo do último ano, em Portugal”, comprometeu-se André Ventura.
Logo depois, lançou questões à audiência: “Que autoridade tem um homem que por WhatsApp governava as instituições e atribuiu indemnizações de meio milhão de euros a funcionários claramente não qualificados para isso com o nosso dinheiro? Fazia negociatas com o Bloco e o PCP para gastar dinheiro português em ações do CTT que não valiam para nada?”.