Álvaro Santos Pereira obrigado pelo BCE a desfazer-se das ações da Galp e Jerónimo Martins compradas já depois de ser Governador

Segundo o Público, o negócio chamou a atenção do BCE, uma vez que a regulamentação impede a compra de ações por parte dos altos responsáveis da banca cental da zona euro.

Álvaro Santos Pereira obrigado pelo BCE a desfazer-se das ações da Galp e Jerónimo Martins compradas já depois de ser Governador
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O atual Governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, viu-se obrigado a reverter a compra de ações da Galp e da Jerónimo Martins efetuada em dezembro do ano passado, quando já se encontrava em pleno exercício de funções. Segundo avançou o jornal Público, o economista tinha tomado posse no cargo a 6 de outubro, realizando as operações financeiras cerca de dois meses depois.

O caso foi detetado pelo Banco Central Europeu (BCE) através da declaração de interesses entregue obrigatoriamente por todos os governadores da Zona Euro em janeiro. O regulamento interno da instituição proíbe expressamente que os altos responsáveis da banca central comprem ações de empresas privadas, de forma a evitar potenciais conflitos de interesse.

De acordo com as informações divulgadas, Santos Pereira fez uma primeira aquisição de títulos da Galp a 17 de dezembro, numa altura em que a petrolífera lidava com uma forte quebra em bolsa devido a negócios na Namíbia. Posteriormente, a 29 de dezembro, o governador voltou a reforçar a sua posição na Galp e adquiriu também ações da retalhista Jerónimo Martins.

O Banco de Portugal confirmou que as transações ocorreram e que os investimentos foram feitos em lotes individuais que não ultrapassaram os 50 mil euros cada.

Face à incompatibilidade detetada pelo Banco Central Europeu, e o Público diz que “o Governador teve de reverter as transações”. O que significa que vendeu as ações imediatamente.

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