Alunos do segundo e terceiro ciclo de várias escolas vimaranenses relataram os seus anseios e apresentaram propostas que gostariam de ver concretizadas no concelho até 2030. Entre as principais preocupações figuram questões de mobilidade, resíduos, economia criativa, natureza e biodiversidade.
O encontro realizou-se no Laboratório da Paisagem e contou com a presença da vereadora da Educação do Município de Guimarães e responsável pela candidatura da cidade a Capital Verde Europeia, Adelina Pinto, Isabel Loureiro, coordenadora da Estrutura de Missão Guimarães 2030, e Carlos Ribeiro, diretor-executivo do Laboratório da Paisagem.
Guimarães vai submeter este ano uma nova candidatura para o galardão Capital Verde Europeia e assumiu o compromisso de se tornar neutra climaticamente até 2030. Estas ações surgem enquadradas no âmbito do Ecossistema de Governança Guimarães 2030 e visam incentivar a participação pública.
Os alunos do segundo e terceiro ciclo sugeriram a criação de mais incentivos à aquisição de veículos de mobilidade suave e o reforço da aposta na oferta de transportes públicos. Sugeriram a criação de um dia por mês sem carros, no centro da cidade.
No sector dos resíduos, os jovens deixaram o pedido para que sejam colocados mais contentores no concelho, sugerindo também a realização de compostagem obrigatória nas escolas. Foi, ainda, sublinhado que seriam benéficas mais ações de sensibilização sobre o tema à população.
No campo da biodiversidade, os alunos apontam para a criação de mais florestas urbanas e mais plantações a serem realizadas pela comunidade. Como ideia ficou também a criação de concursos que possam premiar os que mais reciclam. De destacar a preocupação dos mais jovens com a eficiência energética dos edifícios públicos e a despoluição dos rios.
“O envolvimento de todos neste caminho da sustentabilidade ambiental é fundamental e decisivo. Acreditamos que estão na idade de fazer coisas diferentes, de acreditar e pensar fora da caixa”, destacou Adelina Pinto.