A chinesa Alibaba anunciou ontem que irá dividir a sua empresa em seis unidades, cada uma das quais terá a capacidade de angariar financiamento externo e ir a público, como parte de uma reorganização do gigante chinês do comércio eletrónico.
Na sequência deste stock-split, cada grupo empresarial será gerido pelo seu próprio CEO e conselho de administração. Esta operação, a maior na sua história, fará da Alibaba uma holding empresarial, com as seis unidades – que vão da área logística, à cloud – a serem geridas de forma independente. Cada empresa poderá procurar capital externo e lançar ofertas públicas de subscrição (IPO). O CEO da Alibaba, Daniel Zhang, admitiu que cada negócio e empresa pode fazer rondas de levantamento independentes.
As seis unidades são Cloud Intelligence Group, Taobao Tmall Commerce, Local Services Group, Cainiao Smart Logistics Group, Global Digital Commerce Group e Digital Media and Entertainment Group.
A Alibaba afirmou numa declaração citada pela nota da XTB que a mudança foi “concebida para desbloquear o valor acionista e promover a competitividade do mercado”. Como resultado, as ações da Alibaba subiram mais de 14% na NYSE.
Os analistas da XTB destacam que “a mudança surge após alguns anos difíceis para Alibaba, que enfrentou um abrandamento económico interno e uma regulamentação mais rigorosa por parte de Pequim. Alibaba tem lutado com o crescimento nos últimos trimestres. Com a reorganização, esta tendência está prestes a mudar”.
A decisão foi anunciada um dia após Jack Ma, fundador do grupo, que deixou a presidência em 2019, ter regressado à China Continental após praticamente um ano fora.
As ações da Alibaba em Hong Kong estão a subir 12,23%.