O índice de gestor de compras (PMI) preliminar de agosto mostra o colapso do sector dos serviços da Alemanha, que era, até então, o que segurava a maior economia da União Europeia.
De acordo com o S&P Global e o Hamburg Commercial Bank, citados pelo “El Economista”, o PMI de serviços alemão caiu para a zona de contração, ficando abaixo dos 50 pontos de referência. Enquanto que os economistas previam uma subida para os 52,3 face aos 51,5 registados em julho, os serviços surpreenderam pela negativa e caíram para os 47,3 pontos.
Este é, no fundo, um balde de água fria para a Alemanha, de saiu da recessão técnica depois de uma estagnação da economia no segundo trimestre. Com esta contração, os dados futuros não se avizinham positivos, uma vez que eram os serviços que suportavam a maior economia da Zona Euro.
Assim, os dados mostram que a atividade comercial contraiu ao ritmo mais rápido dos últimos três anos. Posteriormente, o PMI dos serviços tinha atingido o seu valor mais baixo em maio de 2020.
“Qualquer esperança de que o sector dos serviços pudesse resgatar a economia alemã evaporou-se. Em vez disso, o sector dos serviços está prestes a juntar-se à recessão do sector industrial, que começou no segundo trimestre”, aponta Cyrus de la Rubia, economia do Hamburg Commercial Bank.
“A nossa previsão atual do PIB, que incorpora a estimativa preliminar do PMI, indica agora uma queda mais profunda de toda a economia”, observa o mesmo economista.