O mais recente relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) indica que a procura mundial de petróleo vai atingir um novo recorde este ano, devido ao forte consumo na China, e o “risco” de aumento dos preços continua bem presente.
Este estudo foi realizado no mês de julho e indica que a procura global de petróleo bruto já alcançou um pico de 103 milhões de barris por dia no mês anterior, dados que foram revistos em alta relativamente às projeções anteriores e após dois meses de leituras que ficaram muito aquém do esperado.
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Apesar da queda ligeira para 100,9 milhões de barris por dia, a agência fundada em novembro de 1974, no âmbito da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para implementar um programa internacional de energia, espera ver “um novo recorde em agosto”.
“O aumento da procura está a ser encorajado pelo aumento das viagens aéreas no verão, pela maior utilização do petróleo na produção de energia, bem como pelo aumento da atividade da indústria petroquímica chinesa”, refere o relatório deste organismo autónomo com sede em Paris.
A procura mundial de petróleo deverá fechar o ano em 102,2 milhões de barris por dia, um valor nunca antes atingido num espaço de 12 meses. Pese embora as preocupações persistentes sobre a saúde da sua economia, a China será responsável por mais de 70% do aumento da procura.
O relatório prevê que o crescimento da procura se limite a um milhão de barris por dia até 2024, devido ao abrandamento económico global, ao aumento da eficiência energética e ao crescimento dos veículos elétricos.
Este aumento da procura foi combinado com os cortes de produção da OPEP e dos seus aliados (OPEP+), liderados pela Arábia Saudita, que entraram em vigor em julho.
De salientar que a produção de petróleo bruto do bloco caiu, no mês passado, para 50,7 milhões de barris por dia, mais de dois milhões de barris por dia abaixo do início do ano.