A Agência Internacional de Energia (AIE) já se prepara para a próxima COP 28. A organização acaba de apresentar uma revisão do seu Roteiro para a descarbonização, no qual garante que ainda é possível atingir o objetivo de 1,5º C estabelecido no Acordo Climático de Paris.
Segundo o “El Economista”, a agência já não vê a necessidade de investimento em novos campos de petróleo, minas de carvão ou gás natural. A Agência explica que, como a eletricidade se tornar-se-á no novo petróleo, será necessário construir cerca de dois milhões de quilómetros de redes eléctricas por ano até 2030 para atingir os objetivos e armazenamento, capacidade de resposta à procura e segurança cibernética.
O organismo internacional aplaude o desenvolvimento alcançado tanto no crescimento recorde da capacidade de energia solar e nas vendas de carros eléctricos em todo o mundo, como nos planos da indústria para a implantação de nova capacidade de produção.
A inovação em energia limpa também reduziu os custos tecnológicos. No roteiro original da AIE para 2021, as tecnologias ainda não disponíveis no mercado forneceram quase metade das reduções de emissões necessárias para atingir a meta de emissões líquidas zero em 2050.
Contudo, esta década é necessária uma acção mais ousada. Na trajetória atualizada deste ano, a capacidade global de energia renovável triplicará até 2030, atingindo onze mil GW.
Ao mesmo tempo, a taxa anual de melhoria da eficiência energética duplica, as vendas de veículos eléctricos e bombas de calor aumentam acentuadamente e as emissões de metano do sector energético são reduzidas em 75%.