A Adidas vai mesmo ter de pagar a indemnização a Kanye West depois da quebra de contrato, que levou à suspensão da venda da marca Yeezy. De acordo com o jornal espanhol “Cinco Dias”, o tribunal federal de Manhattan revogou o congelamento do pagamento de 75 milhões de dólares que a Adidas tinha de pagar ao rapper.
A marca alemã dispunha de um contrato exclusivo com Kanye West para a venda da sua marca Yeezy, mas a fabricante de artigos de desporto decidiu terminar o acordo de forma unilateral depois do artista realizar, publicamente, várias declarações racistas e anti-semitas.
Numa primeira instância, a justiça suspendeu o pagamento da indemnização a West, mas a Adidas teria de apresentar novos argumentos para ganhar o processo. Apesar da nova argumentação, os dados não convenceram o tribunal. A publicação nota que a gigante alemã citou notícias de órgãos de comunicação que davam conta de um processo de insolvência da Yeezy e que a recuperação do investimento estaria em risco.
O tribunal declarou que não há provas suficientes de que a empresa do rapper esteja em risco de falir, sustentando que a defesa da Adidas é “especulação dos media“. Desta forma, o tribunal declarou que a gigante alemã não demonstrou que sofreria “danos irreparáveis” caso tivesse de pagar os 75 milhões de dólares.
A indemnização a pagar ao rapper norte-americano soma-se aos buraco de 600 milhões de euros nas receitas da marca alemã no último trimestre de 2022 por causa do fim da relação com a Yeezy. Para o total do ano, a empresa prevê perder 700 milhões de euros devido ao fim da parceria.
No entanto, para tentar suavizar as perdas, a marca alemã já assumiu vender parte do stock que tem da marca do artista, procedendo à doação de outra parte.