Cinco Minutos

Joel Vasconcelos: “A soberania e a segurança alimentar têm de ser prioridades políticas”

A alimentação tem importância geoestratégica, como tem ficado claro nos atuais conflitos militares em larga escala e na guerra comercial provocada pelas tarifas norte-americanas. Por isso, Joel Vasconcelos, diretor-geral da Lusomorango, a maior organização portuguesa de produtores do setor das frutas e legumes, defende que as questões relacionadas com a produção e a distribuição alimentar têm de subir na escala de prioridades do decisor político. Em 5 Minutos, ao JE e na TSF, pede uma maior aposta na investigação e na inovação, que “tem de ser um desígnio nacional”, uma mais eficiente gestão de recursos, a água, o solo e a mão de obra.
Joel Vasconcelos: “A soberania e a segurança alimentar têm de ser prioridades políticas”

Marta Almeida: “A intermediação assumiu um papel absolutamente central no acesso ao crédito em Portugal”

Os intermediários de crédito têm um peso cada vez maior no mercado, sendo o canal por onde passam 70% dos créditos á habitação em Portugal. E continua a crescer. Em 5 Minutos, ao JE e à TSF, Marta Almeida, coordenadora da DS Intermediários de Crédito, diz que o negócio assume hoje um papel absolutamente central no acesso ao crédito em Portugal, que está em expansão, porque não é só habitação, mas todo o crédito. “Somos um parceiro que acrescenta valor”, garante.
Marta Almeida: “A intermediação assumiu um papel absolutamente central no acesso ao crédito em Portugal”

Gonçalo Castro Pereira: “Os PPR têm sido um pouco desvirtuados, porque nos últimos anos permitiu-se alargar os motivos de resgate”

Os Planos Poupança Reforma (PPR) são um produto fundamental de investimento a longo prazo no mercado português, mas já o foram mais, quando o quadro fiscal era mais favorável. Agora, para obter maiores rendibilidades, é necessário assumir algum risco, coisa a que os portugueses são avessos. Em 5 Minutos, ao JE e na TSF, Gonçalo Castro Pereira, vice-presidente da GamaLife, diz que falta consciência do que vai ser a evolução das pensões. Por isso, o mercado só pode crescer.
Gonçalo Castro Pereira: “Os PPR têm sido um pouco desvirtuados, porque nos últimos anos permitiu-se alargar os motivos de resgate”

Ana Alcobia: “O importante é continuarmos a atrair os locais ao Time Out Market e que sintam o mercado na Ribeira como deles”

O Time Out Market é a mais concorrida atração turística em Lisboa, captando quatro milhões de visitantes por ano. Em 5 Minutos, ao JE e na TSF, Ana Alcobia, responsável pelo Time Out Market em Lisboa e no Porto, garante que investem nos bairros, trabalham com as associações de moradores, e querem continuar a cativar os habitantes locais. São espaços grandes, dinâmicos, e uma ideia portuguesa que já se internacionalizou para 11 locais diferentes.
Ana Alcobia: “O importante é continuarmos a atrair os locais ao Time Out Market e que sintam o mercado na Ribeira como deles”

Como o Boom festival faz girar a economia

O Boom festival acontece de dois em dois anos — para a semana 50 mil pessoas de 170 nacionalidades chegam a Idanha-a-Nova para uma semana de música, debates, ioga, meditação. Como se faz acontecer um festival assim? Vencedor dos principais prémios de sustentabilidade europeus, o Boom é liderado por Artur Mendes, que conta ao Cinco Minutos como consegue um público tão fiel e como este evento cultural tem um forte impacto económico na região: 53 milhões de euros.
Como o Boom festival faz girar a economia

Francisco Teixeira: “O conteúdo produzido pelas pessoas vai duplicar”

Francisco Teixeira é o CEO do maior grupo de publicidade, relações e agências de meios de Portugal, a WPP, um colosso global, emprega quase mil pessoas no nosso país, que arrasou nos prémios de Cannes. Ao Cinco Minutos, Francisco Teixeira faz o balanço do festival, sublinha o êxito de Portugal, apesar de ele não ter chegado via WPP, e escolhe a campanha que mais o impressionou — a da seguradora AXA, que encontrou uma forma de ajudar as mulheres e homens alvo de violência doméstica. Também falámos de inteligência artificial e de como as pessoas devem moldar a máquina e não o contrário. É sublinha que o conteúdo produzido pelas pessoas vai duplicar nos últimos três anos.
Francisco Teixeira: “O conteúdo produzido pelas pessoas vai duplicar”

Carlos Lobo: “A República tem de entender que as emissões são efetivamente emissões competitivas no mercado concorrencial”

A Região Autónoma da Madeira colocou dívida no mercado a um juro mais baixo do que o pago pela República. Em 5 Minutos, ao JE e na TSF, o professor universitário e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Carlos Lobo diz que o mercado está a premiar um esforço de transparência que o Funchal está a fazer e que Lisboa devia perceber e seguir. “Quem tiver a capacidade de fornecer a melhor informação ao mercado diferencia-se dos demais, vai ter uma vantagem na perceção”, explica.
Carlos Lobo: “A República tem de entender que as emissões são efetivamente emissões competitivas no mercado concorrencial”

Ladislau Batalha: “Preocupação com a experiência do cliente já está ao nível da gestão”

Acompanhar o consumidor em toda a sua experiência com um produto ou serviço para que dele retire o melhor proveito tornou-se fundamental para as empresas. Ladislau Batalha, CEO do International Customer Experience Institute e fundador da LAB Experience, explica, em 5 Minutos, ao JE e na TSF, a importância disto para o negócio e o que vem aí, as soluções de IA e a hiperpersonalização.
Ladislau Batalha: “Preocupação com a experiência do cliente já está ao nível da gestão”

Paulo Rosa: “A IA vai continuar a impulsionar os mercados, até estar massificada”

A inteligência artificial é uma promessa de revolução na economia e na vida do dia-a-dia, mas, antes disso, tem sido uma realidade nos mercados, com a valorização das empresas tecnológicas, especialmente as norte-americanas, a impulsionar as bolsas. Por isso, o economista Paulo Monteiro Rosa escreveu o livro “Mercados e Economia nas mãos da IA”, onde reúne textos publicados nos últimos anos. Em 5 Minutos, ao JE e na TSF, diz que este vai continuar a ser o motor, até à democratização do acesso.
Paulo Rosa: “A IA vai continuar a impulsionar os mercados, até estar massificada”

João Jesus Caetano: “Simplificação passa por retirar do quadro regulamentar tudo o que não é relevante”

O Instituto da Mobilidade e dos Transportes já iniciou o combate à burocracia, através da simplificação de procedimentos e da modernização de sistemas, apostando numa digitalização consequente. Está a investir 2,5 milhões nisto. Mas não o pode fazer sozinho, porque a simplificação de procedimentos passa pela revisão do enquadramento legal e regulamentar para retirar do procedimento tudo aquilo que não é relevante e, do lado da desmaterialização, as empresas também têm de acompanhar, modernizando-se. É o que nos diz o presidente do IMT, João Jesus Caetano, ao JE e na TSF, em 5 Minutos.
João Jesus Caetano: “Simplificação passa por retirar do quadro regulamentar tudo o que não é relevante”

Nuno Afonso Moreira: “Este ano já só estamos a vender biometano na nossa rede, um gás 100% renovável”

A Dourogás tem investido fortemente numa rede de distribuição de gás para veículos pesados. Lidera o mercado e evoluiu do gás natural para os renováveis, através do biometano. Em 5 Minutos, ao JE e na TSF, o CEO da empresa, Nuno Afonso Moreira, diz que não vai ficar por aqui, que o próximo passo está já a ser dado, com o hidrogénio. Em conjunto, tem oito projetos em desenvolvimento, que representam um investimento de 135 milhões de euros.
Nuno Afonso Moreira: “Este ano já só estamos a vender biometano na nossa rede, um gás 100% renovável”

Miguel de Castro Neto: “Precisamos de transformar o paradigma com que gerimos e planeamos a Administração Pública”

Temos assistido a uma situação e falência de serviços públicos básicos por não conseguirmos gerir e responder à procura. “É um problema de gestão de informação e de gestão de recursos escassos”, aponta o diretor da Nova IMS, Miguel de Castro Neto. Em 5 Minutos, ao JE e na TSF, o responsável pela escola de gestão de informação e de ciência de dados da Universidade Nova de Lisboa considera que a criação de novos sistemas e a adoção de novas tecnologias é uma oportunidade, que não pode ser desperdiçada com “combates ideológicos”.
Miguel de Castro Neto: “Precisamos de transformar o paradigma com que gerimos e planeamos a Administração Pública”

Ruben Eiras: “É importante é que os oceanos sejam tratados ao mesmo nível de outras dimensões das alterações climáticas”

O principal resultado da Conferência dos Oceanos, promovida pelas Nações Unidas, é o avanço no Tratado de Alto Mar, que só precisa de mais 10 ratificações para vigorar. Mesmo com o retrocesso do empenho norte-americano, resultado da administração de Donald Trump, há aspetos positivos, como o envolvimento chinês. Em 5 Minutos, ao JE e na TSF, o secretário-geral do Fórum Oceano, Ruben Eiras, diz o que aconteceu, como Portugal se mostrou, com um papel na economia azul, e deixou um recado: "É importante é que os oceanos sejam tratados ao mesmo nível de outras dimensões das alterações climáticas”, a começar pelo financiamento.
Ruben Eiras: “É importante é que os oceanos sejam tratados ao mesmo nível de outras dimensões das alterações climáticas”

Joel Vasconcelos: “O ministro mantém-se, esperamos que concretize o plano que apresentou para a água”

Tempo quente é sinónimo de risco para os agricultores, pela falta de água. Joel Vasconcelos, diretor-geral da Lusomorango, a maior organização portuguesa de produtores do setor das frutas e legumes, espera que o governo cumpra, nesta legislatura, o plano que apresentou para a gestão da água. Mas não só. Em 5 Minutos, para o JE e na TSF, afirma que os agricultores precisam de mais, de serviços públicos que garantam a coesão do território. “As empresas não necessitam só de água, necessitam de recursos humanos e necessitam de condições no território para que possam, de facto, criar a maior riqueza possível”, diz.
Joel Vasconcelos: “O ministro mantém-se, esperamos que concretize o plano que apresentou para a água”