A Covid-19 transformou as nossas vidas e comportamentos

O que valorizam hoje os consumidores? O que é necessário para os servir? Como se adaptará o seu negócio?

A Covid-19 transformou as nossas vidas e comportamentos
A Covid-19 transformou as nossas vidas e comportamentos

O que valorizam hoje os consumidores? O que é necessário para os servir? Como se adaptará o seu negócio? A Covid-19 está a alterar o comportamento humano e a colocar o ter um propósito como uma das prioridades na transformação digital em curso.

Esta pandemia provocou uma mudança no mundo, onde anteriormente o comportamento humano era quase na sua totalidade liderado por marcas e prestadores de serviços, para um onde cientistas e decisores políticos nos influenciam através de restrições, confinamentos, autoisolamento e distanciamento social a uma escala global.

Estas decisões, estão a desafiar as nossas necessidades por controlo e gestão da incerteza no futuro, colocando-nos questões, muitas ainda sem uma resposta: Quando irá isto acabar? Como será o mundo quando a pandemia passar? Como necessito de me adaptar e responder?

A forma como hoje vivemos e trabalhamos mudou… mas também mudou a forma como compramos, como nos divertimos, como nos movimentamos e como nos alimentamos… existe um novo mundo de sentimentos e comportamentos humanos para os quais as marcas e as empresas precisam de se adaptar e responder a um conjunto de novas necessidades por parte dos consumidores.

A pandemia clarificou o nosso sentido coletivo de propósito e missão – proteger-nos uns aos outros e salvar as nossas vidas. Mas, à medida que a pandemia evolui e se desenvolve, a ansiedade do consumidor tem dado lugar a uma mudança para uma preocupação com a sua capacidade financeira – 60% dos consumidores globais dizem que estarão no futuro mais focados no valor pelo dinheiro e 54% dizem-nos que o preço é um critério de compra mais importante do que há um mês atrás.

Esta é uma poderosa oportunidade para voltar a ligar o serviço que as organizações prestam com um sentimento de propósito percebido pelas pessoas e em como este as ajudou durante a crise.

É hoje necessário olhar para além do design centrado nas pessoas ou no mapeamento da jornada dos clientes. É uma prioridade considerar como a proposta de valor vai ao encontro mais abrangente das necessidades humanas das pessoas e das suas famílias. Estamos numa era de design centrado no propósito, onde desenhamos serviços para as comunidades e a sociedade como um todo.

Para muitos, a vida moveu-se para o online. Atitudes e comportamentos que eram realizados offline, tais como comunicar, ir às compras e trabalhar, foram forçados para o online… e apesar do desconfinamento formaram-se novos hábitos nas pessoas. Como é claro, a experiência foi diversa, dependendo das competências digitais e acesso de cada um, das necessidades e da capacidade de cada prestador de serviço. Contudo, a pressão colocada nas organizações para acelerarem o design e testarem uma nova geração de serviços digitais inteligentes nunca foi tão grande. Estamos a criar e a viver uma nova economia sem contacto.

As organizações de sucesso serão aquelas que compreendem e desenham como atender um consumidor diverso, cada vez mais consciente por valores e saúde. Mas também haverá consumidores que vão exigir marcas com propósitos que refletem os seus valores ambientais e sociais. E haverá consumidores que simplesmente querem aproveitar cada momento que a vida oferece. À economia sem contacto junta-se uma com fortes propósitos.

Relacionado

EY EnergyShot com Filipe Santos

EY EnergyShot com Filipe Santos

JE Lab28 Ago
Neste episódio, recebemos Filipe Santos, CEO do Smart Energy LAB, uma organização que se dedica ao desenvolvimento de soluções inovadoras para acelerar a transição energética. Numa conversa conduzida por José Roque, Partner EY, Energy & Resources Sector Leader, foram explorados os desafios da mobilidade elétrica e o papel da inovação no futuro da energia. Em destaque esteve o EDGE, uma solução tecnológica focada na gestão inteligente de carregamento de veículos elétricos em edifícios com estacionamento partilhado.