O Anuário Estatístico da Região Autónoma da Madeira 2015, publicado no final do ano anterior, evidencia que naquele ano foram licenciados na RAM 226 edifícios, o que traduz mais 7,6% que em 2014 (210 edifícios).
No país, no período referido, foi observado um abrandamento, registando uma quebra de 4,2%.
Ao nível municipal, os aumentos mais expressivos foram na Ribeira Brava (+80,0%) e na Calheta (+47,1%).
À semelhança dos anos anteriores, em 2015, a maioria dos edifícios licenciados continuou a destinar-se a construções novas, representando este destino 59,3% do total de edifícios. Esta proporção registou um aumento face ao ano anterior (53,3% em 2014), o que evidencia a alteração da trajetória descendente das construções novas dos últimos anos, à custa da diminuição da importância da reabilitação de edifícios (obras de alteração, ampliação e reconstrução de edifícios), com um peso de 38,9% em 2015 (44,8% em 2014).
As obras de demolição representavam 1,8% das obras licenciadas.
76% para habitação familiar
Do total de edifícios licenciados, em 2015, 75,7% destinavam-se a habitação familiar (171 obras). Nos municípios de Porto Moniz, Santana e Calheta aquela percentagem situou-se nos 100%.
Mais de metade (59,1%) dos edifícios licenciados para a habitação familiar eram construções novas (100% nos municípios de Porto Moniz, Ribeira Brava e Santana). O município de São Vicente registou o valor mais baixo (33,3%).
Em 2015, o número de fogos licenciados em construções novas para habitação na Região Autónoma da Madeira registou uma diminuição de 21,6% face ao ano anterior (109 em 2015 e 139 em 2014).
No ano em referência, foram concluídos 178 edifícios (1,6% do país), o que representa um decréscimo de 20,2% face a 2014. Esta redução foi observada em Portugal (19,2%) e em praticamente todos os municípios da RAM, à exceção da Calheta e Ribeira Brava, que registaram acréscimos de 22,2% e 20,0%, respetivamente.
Comparativamente a 2014, verificou-se um abrandamento do ritmo de decréscimo nos edifícios concluídos para a habitação familiar (-46,0% em 2014, -15,3% em 2015), tendo os edifícios para outros fins voltado a cair em 2015 (-33,3%), contrariando o aumento verificado em 2014, de 9,1%.
Os municípios de Santana (- 57,1%), Santa Cruz (-36,0%) e Machico (-30,0%) registaram as diminuições mais significativas face ao ano transato.
Em Portugal, houve também um decréscimo a este nível, porém de maior escala (-21,5%). Do total de edifícios concluídos em 2015, 77,5% destinavam-se a habitação familiar (138 edifícios), sendo que mais de metade destes (63,0%) eram construções novas, correspondendo os restantes 37,0% a obras de reabilitação (ampliações, alterações e reconstruções de edifícios).
Nos municípios do Porto Moniz, Ribeira Brava e Santana todos os edifícios concluídos diziam respeito a construções novas para habitação familiar. Em Portugal, esta percentagem foi de 68,5%.
Menos fogos concluídos
Por outro lado, em 2015, o número de fogos concluídos em construções para habitação na RAM (96 fogos) registou um decréscimo de 47,0 % relativamente ao ano anterior (181 fogos em 2014).
Naquele ano, observou-se que, na Região, a média anual do valor de avaliação bancária de habitação não ultrapassou os 1.182 euros/m2 (+2,2% que em 2014), sendo que, em termos relativos, o aumento foi mais acentuado nas moradias (+2,5%) do que nos apartamentos (+1,8%).
Para o ano em análise, as médias atingiram os 1.208 euros/m2 no caso dos apartamentos e os 1.150 euros/m2 nas moradias. ParPortugal, o valor médio de avaliação bancária de habitação em 2015, foi de 1.034 euros/m2 (+2,6% que em 2014).