Robotics Process Automation

O sistema bancário português tem vindo a apresentar alguns sinais de melhoria, embora revele ainda várias fragilidades de natureza estrutural quando comparado com os países da zona euro, nomeadamente ao nível dos custos de estrutura e rácios de eficiência.

Robotics Process Automation
Reuters

Nos anos recentes, o sector bancário continuou o seu processo de redução de custos, tendo o rácio cost to income apresentado melhorias significativas. Não obstante, Portugal continua a apresentar valores acima da maioria dos países da zona euro, pelo que, face ao atual contexto de limitada capacidade de geração de produto bancário que as instituições enfrentam, será fundamental que estas continuem a desenvolver esforços no sentido de ganharem eficiência, reduzirem os seus custos e por essa via conseguirem recuperar de forma sustentada a sua rendibilidade.

Neste contexto de busca de novas formas para melhorar a eficiência e reduzir custos, as tecnologias disruptivas têm vindo a assumir um papel central. De entre estas, Robotics Process Automation (RPA) tem-se vindo a destacar. A robotização de processos de negócio deixou de ser algo de ficção científica e passou a ser uma realidade cada vez mais comum. Apesar de ser uma tecnologia disruptiva, a sua atratividade assenta no seu pragmatismo e simplicidade, tendo sido concebida para ser usada pelas áreas de negócio. Esta tecnologia consiste simplesmente em software que se instala num posto de trabalho e mimetiza a execução de tarefas repetitivas pelas pessoas, permitindo assim que as empresas passem a ter nos seus robots uma força de trabalho virtual que pode intervir transversalmente na organização, não comete erros e é 3 a 5 vezes mais produtiva que um colaborador humano.

Os resultados alcançados são assinaláveis: redução de 25% a 40% dos custos operacionais sem alterar os sistemas de informação existentes, melhoria no nível de serviço, recuperação do investimento em menos de um ano.

Apesar dos resultados observados serem excelentes, cerca de metade dos projetos de implementação têm fracassado. Com base na experiência de mais de 100 projetos de RPA, a EY procurou identificar as razões desse fracasso e concluiu que efetivamente a culpa não é da tecnologia mas sim de um conjunto de erros que são cometidos. Entender RPA como um projeto tecnológico, focar nos processos errados, utilizar metodologias tradicionais em vez de Agile e automatizar um processo em demasiado não o otimizando são alguns dos principais erros que são cometidos e justificam o fracasso.

Face ao atual contexto de profunda transformação que o sector financeiro atravessa e sendo a melhoria da eficiência cada vez mais um ponto-chave, as organizações que entendam RPA como um autêntico auxiliar e o utilizem nos seus programas de transformação estarão mais perto de alcançar o sucesso desejado.

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