“O Presidente da República deve silenciar-se para estar de mãos livres a analisar o Orçamento”, disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas na viagem para Nova Iorque, onde participa na assembleia geral das Nações Unidas.
Citado pela TSF, o chefe de Estado recusou ainda avaliar a proposta acerca de um novo imposto sobre o património, nem em relação ao acesso a contas bancárias com valor elevado. “Não me pronuncio. Sem conhecer diplomas, não me vou pronunciar acerca do seu conteúdo. Espero conhecer os diplomas e depois pronuncio-me”, defendeu.
No caso do imposto progressivo a aplicar sobre o património imobiliário de elevado valor, Marcelo argumentou: “Não gostava de comentar essa matéria neste momento, primeiro porque estamos em trânsito para território estrangeiro.” Além disso, recorreu a “um princípio que todos os presidentes têm adotado”, e que considerou ser “muito inteligente”, ou seja, permanecer em silêncio sobre o Orçamento do Estado até ao fim do debate orçamental.
“Nesta fase final de preparação do Orçamento, e depois na fase de debate parlamentar do Orçamento, o Presidente da República deve silenciar-se para estar de mãos livres para analisar o Orçamento”, indicou. “Tudo o que seja estar a entrar em considerações concretas de tipo orçamental não faz sentido. Só posso pronunciar-me sobre diplomas que recebo. Em relação a diplomas que não recebo, ou ainda não recebi, não me pronuncio.”