Microsoft vai ajudar portugueses a gerirem o tempo

Somos os quartos piores da Europa a gerir o tempo entre homens e mulheres, mas queremos melhorar. Até já temos ferramentas informáticas para isso.

Microsoft vai ajudar portugueses a gerirem o tempo
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O facto de Portugal ser o quarto pior país da Europa a gerir o tempo entre géneros justifica mais ainda o programa nacional do “Pacto para a Conciliação” entre a vida profissional, pessoal e familiar. Trata-se de uma das cinco áreas da agenda para a igualdade no mercado de trabalho a que a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, dedica atenção, apoiada por uma ferramenta disponibilizada pela Microsoft.

Mas, vamos por partes. Diz Rosa Monteiro que este programa “é multissectorial, no sentido de não se centrar apenas nas dimensões laborais”. Mas o peso e o volume que o trabalho ocupa na vida de cada pessoa, em termos de tempo, são decisivos para aferir os indicadores que avaliam a igualdade de géneros numa sociedade.

É precisamente “o indicador tempo, aquele onde estamos pior. Somos o quarto pior país nesse domínio, portanto temos muito a melhorar”, comenta Rosa Monteiro. Na distribuição de papéis entre homens e mulheres na sociedade – nas questões da igualdade ou da desigualdade de género – há profundas assimetrias nas respetivas responsabilidades, “na sobrecarga de tempo que as mulheres dedicam à área das responsabilidades familiares e domésticas, que, por isso, pesam de forma desproporcional”, adianta a secretária de Estado.

Só 19% dos homens portugueses realiza uma hora de tarefas domésticas por dia. “Isso coloca-nos no quarto pior lugar e indica que temos um caminho a prosseguir numa distribuição equilibrada do chamado trabalho não pago, que é essencialmente realizado por mulheres – o trabalho doméstico”, refere.

Há questões que têm a ver com as possibilidades de gestão dos horários por parte de trabalhadores e trabalhadoras, e para isso foi criado o “Pacto para a Conciliação” que se dirige a entidades empregadoras, não só a empresas do sector privado, e que no fundo é um apelo e um desafio lançado aos empregadores – neste momento há 58 organizações participantes neste pacto.

“Arrancámos com 47, com o desafio de adotarem um sistema de gestão com uma norma criada em Portugal, em 2016, a Norma 4552:2016. O IPQ habilitou entidades certificadoras deste norma. Neste momento, já temos 58 organizações. Temos 15 empresas privadas, 15 câmaras municipais e uma CIM – Comunidade Inter Municipal, a do Médio Tejo, e mais 27 entidades da Administração Pública Central e empresas públicas”, refere Rosa Monteiro.

As questões da Conciliação entram nas empresas numa ótica de promoção da igualdade. É um sistema de gestão que implica um conjunto de passos detalhados de diagnóstico de envolvimento das direções, das chefias, da definição de políticas, de capacitação interna, de formação e da adopção de medidas completas. A Microsoft juntou-se a este projeto, não para certificar, porque a lógica de certificação da Microsoft está dependente das certificações na casa-mãe – não adotam normas regionais ou nacionais –, mas entrou porque integra várias redes na área da promoção da igualdade e da Conciliação e forneceu a ferramenta de gestão da própria rede – o Microsoft Teams – participando em todas as reuniões e encontros neste processo.

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