A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, votou ao início da tarde deste domingo, na escola secundária de Miraflores, em Algés, no concelho de Oeiras, na seção nº9, onde esteve mais de 45 minutos à espera tal foi a afluência às urnas.
A líder do CDS chegou por volta das 11h30 à escola secundária de Miraflores tendo apenas prestado declarações à comunicação cerca de 45 minutos depois.
“Peço a todos que vão com tempo votar, há pessoas a desistirem. Cada voto conta e é decisivo”, vincou a líder do CDS. A SIC Notícias dava conta de pessoas que se queixavam da desorganização para votar na escola secundária de Miraflores.
Questionada sobre a taxa de abstenção, Assunção Cristas disse esperar que “a afluência possa baixar significativamente”. “É importante que todos possam votar. Vi muita gente a votar”, salientou.
Depois de exercer o seu direito, Assunção Cristas disse que vai à missa e depois irá almoçar. “Aliás, á estou atrasada porque não contava com tanto tempo de espera. Depois vou para a sede do CDS”.
O CDS vai a votos numa altura em que está de luto pela morte de um dos seus fundadores que morreu na passada quinta-feira, 3 de Outubro, e acabou os centristas a suspender campanha a partir de sexta-feira devido à morte de Freitas do Amaral
Os temas de sondagens e o caso Tancos acabaram por marcar a campanha das legislativas do CDS com a líder centrista a evitar comentar os resultados das sondagens.
Assunção Cristas optou por desvalorizar tendências de voto, preferindo realçar que confia na votação no partido que lidera e que todos os dias tem encontrado pessoas que acreditam no CDS. A líder do CDS prometeu trabalhar em todos os dias da campanha para obter um bom resultado e considerou possível retirar a maioria à esquerda.
Já no tema de Tancos, Cristas decidiu liderar a ofensiva contra o Governo socialista, prometendo não ignorar o polémico caso, cuja acusação foi conhecida em plena campanha eleitoral e onde o antigo ministro da Defesa, Azeredo Lopes, é acusado de pelo Ministério Público de abuso de poder, denegação de justiça , prevaricação e favorecimento pessoal no “caso de Tancos” e proibido do exercício de funções.
A líder do CDS propôs nova comissão de inquérito a Tancos e quer o MP a analisar respostas de António Costa, tendo desafiado o primeiro-ministro a dar explicações sobre o que sabia ou não do caso.
As votações para a Assembleia da República abriram este domingo às 8 horas e decorrem até às 19 horas. Estão recenseados para votar 10. 810.662 eleitores, dos quais 9.346.148 presencialmente e 1.464.514 por via postal.
Nas eleições para a XIV legislatura concorrem 21 forças políticas para eleger 230 deputados.