Autarquias pedem mais aeroportos para o país

O Plano Nacional de Infraestruturas 2030 foi aprovado recentemente por unanimidade no Parlamento.

Autarquias pedem mais aeroportos para o país
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O projeto do aeroporto do Montijo encontra-se em fase de consulta pública até 19 de setembro e tem levantado bastante polémica nas últimas semanas, mas isso não impediu diversas autarquias e comunidades intermunicipais de solicitar a construção de novas infraestruturas aeroportuárias ao longo do país, de acordo com as propostas inscritas no Programa Nacional de Investimentos 2030, aprovado recentemente por unanimidade na Assembleia da República.

Na sua contribuição para este documento, a CIM – Comunidade Intermunicipal do Minho solicita a “melhoria da infraestrutura aérea já existente”, ou seja do aeródromo entre Valença e Vila Nova de Cerveira. Neste particular, o grupo parlamentar do PSD assinala que esta infraestrturta, o aeródromo do Cerval, deverá ser requalificado e melhorado em termos de eficiência e de níveis de serviço, “para reforçar o seu papel estratégico ao nível económico, potenciado pela sua proximidade quer às áreas de acolhimento empresarial, quer a zonas de elevado potencial turístico, quer ainda pela forte ligação à Galiza”.

A sua congénere transmontana, a CIM – Terras de Trás-os-Montes, pede a construção de um aeroporto regional em Bragança. Também a CIM – Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra defende a construção de um aeroporto da região Centro.

Do arquipélago dos Açores, a Região Autónoma solicita a ampliação da pista do aeroporto da Horta, assim como a ampliação da pista de estacionamento C do aeroporto internacional das Lajes, na ilha Terceira.

Além deste enfoque nas infraestuturas aeroportuárias, as propostas subscritas no Plano Nacional de Investimentos 2030, e aprovadas por unanimidade, são para todos os gostos e necessidades, com destaque para a ferrovia. O PS quer a ligação da linha de Cascais à linha de cintura de Lisboa, em Alcântara, mais um projeto que se pretende recuperar. E novas ligações entre Sines e Grândola, no Corredor Internacional Sul; e entre Aveiro e Mangual, no Corredor Internacional Norte. Além da requalificação do troço entre Espinho e Oliveira de Azeméis, na linha do Vouga; e da modernização da linha do Alentejo e da ligação Lisboa-Algarve. Ainda neste setor, a Área Metropolitana do Porto pretende a quadruplicação da ferrovia entre Ermesinde e Contumil (linha do Minho) e a requalificação da linha de Leixões, com a ligação ao aeroporto do Porto. A CIM do Alto Minho quer o mesmo entre a linha do Minho e o aeroporto Sá Carneiro, além da melhoria da ligação ferroviária entre Porto e Vigo, de forma a que o destino permita uma ligação à conectividade de alta velocidade em Espanha. A CIM do Tâmega e Sousa defende uma nova linha ferroviária do Sousa, que ligaria Valongo a Paredes, Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras, além da requalificação da linha ferroviária do Tâmega. A CIM das Beiras e da Serra da Estrela propõe a construção do teleférico à Torre da Serra da Estrela, a requalificação e modernização da linha da Beira Alta e o projeto transfronteiriço da linha do Douro.

Já a CIM do Alto Alentejo bate-se pela eletrificação da linha do Leste, reativação do ramal de Cáceres e deslocalização da estação ferroviária de Portalegre para junto da cidade.

O grupo parlamentar do PSD apresenta como reivindicação a ligação do Metro do Porto à Trofa e três grandes novidades: a construção de um corredor entre o porto de Leixões e Zamora, a ligação de Guimarães ao Metro do Porto e um tramway entre Guimarães e Braga. Propõe-se também a realização de um estudo de viabilidade da ligação férrea entre o Algarve e a Andaluzia, assim como a reabilitação da linha do Oeste até Coimbra/Figueira da Foz e o estudo para um novo ramal entre a Malveira e a Gare do Oriente. E por falar em trams, os sociais-democratas sugerem mais dois, para fazer as ligações entre Cacém e Oeiras e entre Sintra e Cascais.

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