A Biovance Capital liderou uma ronda de financiamento Série A de 11 milhões de euros na empresa biotecnológica espanhola Vaxdyn, na qual investiu quatro milhões de euros, anunciou a sociedade de capital de risco portuguesa.
A operação contou também com a participação do fundo do Conselho Europeu de Inovação (EIC) e do fundo Impacto Andalucía Innovación y Desarrollo, gerido pela Arcano Partners.
O financiamento permitirá à empresa avançar para a avaliação clínica da sua vacina mais avançada, a K-VAX, através de um ensaio de Fase 1 destinado a avaliar a sua utilização na prevenção de infeções provocadas por "Klebsiella pneumoniae" e "Acinetobacter baumannii".
“Estamos muito satisfeitos por apoiar a Vaxdyn no desenvolvimento da K-VAX rumo à clínica, uma potencial nova vacina que poderá salvar vidas em todo o mundo. Este é o terceiro investimento do fundo Biovance Capital Fund I e o segundo investimento que fazemos no Sul da Europa, refletindo a nossa aposta nesta região dado o elevado potencial do seu sector de biotecnologia”, afirmou Ricardo Perdigão Henriques, PhD, Managing Partner da Biovance Capital.
A ronda será complementada por subsídios do EIC Accelerator e da CARB-X, organização internacional que, segundo a empresa, dispõe de 800 milhões de dólares para apoiar o desenvolvimento de antibacterianos.
Com sede em Sevilha, a Vaxdyn desenvolve vacinas destinadas a combater bactérias resistentes a antibióticos, "incluindo Acinetobacter baumannii, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli", recorrendo a uma plataforma tecnológica proprietária.
A resistência antimicrobiana constitui uma das principais ameaças de saúde pública associadas à utilização de antibióticos. Segundo os dados divulgados pela Vaxdyn, as bactérias resistentes a antibióticos provocam cerca de 541 mil mortes anuais na Europa e 204 mil nos Estados Unidos, num total de cerca de cinco milhões de mortes por ano em todo o mundo. Sem intervenção eficaz, esse número poderá chegar aos 10 milhões de mortes anuais em 2050.
«E isto, num momento em que a situação internacional torna ainda mais evidente o valor estratégico das refinarias, alienar o controlo da Refinaria de Sines é um erro que não se corrige com fundos soberanos sem regras»
Maria da Graça Carvalho, Ministra do Ambiente e Energia.
“Este financiamento representa um passo decisivo no crescimento da Vaxdyn, permitindo-nos validar clinicamente a nossa plataforma de vacinas para combater a resistência antimicrobiana”, afirmou o presidente executivo da Vaxdyn, Juanjo Infante, citado no comunicado.
Para a Biovance Capital, este é o terceiro investimento do Biovance Capital Fund I e o segundo realizado no Sul da Europa, segundo Ricardo Perdigão Henriques, Managing Partner da sociedade.
1,2 milhões
Mais de 1,2 milhões de pessoas foram impactadas pela iniciativa em apenas um ano, reforçando o alcance da ação em todo o país.
56.049€
Mais de 1,2 milhões de pessoas foram impactadas pela iniciativa em apenas um ano, reforçando o alcance da ação em todo o país.
“A resistência antimicrobiana é um dos desafios de saúde global mais prementes do nosso tempo, e é por isso que apoiamos, com grande expectativa, o desenvolvimento clínico da K-VAX, que tem o potencial de proteger contra bactérias potencialmente fatais, incluindo as associadas à pneumonia grave resistente aos antibióticos, às infeções do trato urinário e da corrente sanguínea, entre outras”, afirmou André Albergaria, PhD, Principal na Biovance Capital.
A Biovance Capital gere um fundo de 60 milhões de euros dedicado a investimentos em empresas de biotecnologia em fase inicial em Portugal e na Europa, com particular enfoque no Sul da Europa. O fundo conta, entre outros, com o apoio do Fundo Europeu de Investimento, da Comissão Europeia, através dos programas Portugal Tech e InvestEU, do Banco Português de Fomento e da farmacêutica BIAL.
A Biovance Capital gere um fundo de 60 milhões de euros dedicado a investimentos em empresas de biotecnologia em fase inicial em Portugal e na Europa, com particular enfoque no Sul da Europa. O fundo conta, entre outros, com o apoio do Fundo Europeu de Investimento, da Comissão Europeia, através dos programas Portugal Tech e InvestEU, do Banco Português de Fomento e da farmacêutica BIAL.



P. Qual a hora de arriscar?
R. As pessoas passam demasiado tempo à procura do momento certo. A verdade é que esse momento nunca chega. O único momento que existe é aquele em que decides acreditar mais na tua visão do que no medo. Quando decidi investir dois milhões de euros num projeto próprio, não tinha garantias. Tinha convicção. Quem espera pelas condições perfeitas acaba quase sempre a trabalhar para quem decidiu avançar antes. Prefiro assumir o risco de falhar por excesso de ambição do que viver confortável sabendo que nunca tentei construir algo verdadeiramente relevante.
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