Exames nacionais preocupam quase tanto como ‘bullying’

Exames nacionais preocupam 53% dos encarregados de educação com alunos no secundário, aproximando-se da principal preocupação, o bullying', referido por 55% dos inquiridos no âmbito do estudo “Regresso às Aulas” do Observador Cetelem, divulgado esta segunda-feira, 24 de agosto.

Exames nacionais preocupam quase tanto como ‘bullying’
exames nacionais

Os exames nacionais surgem com níveis de preocupação próximos de outros temas tradicionalmente relevantes para os encarregados de educação, revela o estudo “Regresso às Aulas” do Observador Cetelem, divulgado esta segunda-feira, 24 de agosto.

Entre as famílias com alunos no secundário, a preocupação com os exames nacionais situa-se em 53%, próxima da preocupação com o bullying, referida por 55%, e da potencial violência nas escolas, apontada por 50%. O tema surge ainda acima dos gastos com material escolar, indicados por 37%.

“Estes resultados mostram que, para muitas famílias, os exames nacionais são hoje percecionados não apenas como uma etapa escolar, mas como um momento com potencial impacto nas decisões futuras dos alunos, especialmente quando está em causa o acesso ao ensino superior”, escreve o Observador Cetelem.

Mais do que uma preocupação associada ao momento da avaliação, os dados revelam que a incerteza em torno dos exames pode ter impacto nas decisões relativas ao percurso académico
dos alunos. Quase metade (48%) dos encarregados de educação com educandos no ensino secundário admitiram que os seus educandos ponderaram alterar os planos de acesso ao Ensino Superior este ano, considerando as dificuldades no processo de classificação e divulgação das notas.

No leque de opções consideradas, 18% ponderaram uma opção de ensino superior menos ambicionada ou mais segura, 17% consideraram alterar a instituição de ensino e 17% a escolha de curso.

Entre os encarregados de educação que dizem ter sido impactados pelas dificuldades dos exames nacionais deste ano, o aumento da ansiedade ou do stress é o efeito mais referido, apontado por 36%. Seguem-se a incerteza sobre a necessidade de fazer exames na 2.ª fase, mencionada por 30%, a incerteza relativa à candidatura ao ensino superior, referida por 22%, e a preocupação de estudar para a eventualidade de repetir um exame, apontada por 21%.

O estudo Observador Cetelem foi realizado, entre 27 de Julho a 6 de Agosto, com base em 1300 entrevistas de autopreenchimento online, representativas da população (com quotas de sexo, idade e região de acordo com os dados do INE).

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