União Europeia gasta 381 mil milhões em defesa e ultrapassa 2% do PIB

O gasto total em defesa na União Europeia em 2025 atingiu 381 mil milhões de euros, equivalente a 2,1% do PIB, mais uma décima do que a meta da NATO, revela relatório da Banor, citado pelos espanhóis elEconomista e Expansion. 

União Europeia gasta 381 mil milhões em defesa e ultrapassa 2% do PIB
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Os gastos europeus em defesa estão a crescer e a mudança de paradigma em curso já se reflete nos números. 

O gasto total em defesa na União Europeia em 2025 atingiu 381.000 milhões de euros, o que representa 2,1% do PIB (Produto Interno Bruto), superando numa décima a meta da NATO, avança um relatório publicado na quinta-feira, 20 de agosto, pela empresa Banor e citado em Espanha por vários meios de comunicação, entre os quais os económicos, elEconomista e Expansión.

Em 2024, os gastos totalizaram 343 mil milhões de euros, correspondente a 1,9% do PIB. O crescimento foi de 19% em relação ao ano anterior. 

No bolo, o investimento em defesa ultrapassou 100 mil milhões de euros em 2024 e a aquisição de equipamentos somou 88 mil milhões, um aumento de 39%. Explicam os analistas: “os Estados não apenas financiam as estruturas existentes”, mas também tentam reconstruir as capacidades operacionais, as reservas, a produção industrial e as tecnologias críticas.

Em termos absolutos, os gastos com defesa na Europa continuam “muito abaixo” dos dos Estados Unidos, cujo orçamento para 2026 é de quase um bilião de dólares (cerca de 0,86 bilião de euros), e que a diferença também reside em conceitos como padronização, programas plurianuais, compras centralizadas, cadeias de suprimentos e profundidade tecnológica.

Mas o caminho está a ser feito, salientam os analistas da Banor. “A Europa percebeu que precisa reduzir a distância em relação aos Estados Unidos, pois essa dependência é insustentável em um mundo mais instável”. Portanto, “o rearmamento europeu continua em 2026, não apenas como resposta à invasão da Ucrânia, mas também como início de um novo ciclo industrial”, afirmam,  acrescentando que esperam que o ano corrente seja “crucial” para o setor de defesa europeu, que “poderá tornar-se uma oportunidade de investimento muito atraente a médio e longo prazo”.

No novo ciclo industrial na Europa, projetos como o Readiness 2030, SAFE, Fundo Europeu de Defesa e a Estratégia Industrial Europeia de Defesa visam aumentar os gastos com defesa e garantir que a maior parte seja aplicada na indústria europeia.

Sintetizando: a Europa “está a desenvolver um novo ciclo industrial na área da defesa, baseado numa mudança de modelo, passando da proteção dos Estados Unidos com investimento limitado para a priorização da segurança, da autonomia industrial e da prontidão operacional”, para o qual tem de “enfrentar a sua fragmentação, as restrições orçamentais, os processos de aquisição lentos e a possibilidade de uma desescalada geopolítica, que poderá gerar picos de volatilidade. E, sobretudo, um longo período de investimento limitado”.

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