Wall Street encerra sessão em queda com juros soberanos a aumentarem

O dia foi marcado pelo anúncio de Scott Bessent de que a recompra de títulos poderia ultrapassar os 4 mil milhões por emissão e pelas ameaças de Trump, que afirmou estar prestes a desencadear uma "guerra económica" contra o Irão e ameaçou com consequências qualquer pessoa que apoie o país, o que levou ao aumento dos preços do petróleo.

Wall Street encerra sessão em queda com juros soberanos a aumentarem
wall street

A bolsa de Nova Iorque fechou a sessão, desta quinta-feira, em terreno negativo com o Dow Jones a liderar as perdas. Num dia em que os EUA assistiram ao agravamento dos juros da dívida soberana a longo prazo.

Assim, o Dow Jones perdeu 1,31% para 52.762,30 pontos, o S&P 500 cedeu 0,83% para 7.644,71 pontos e o tecnológico Nasdaq recuou 1,00% para 26.067,17 pontos.

O dia foi marcado pelo anúncio de Scott Bessent de que a recompra de títulos poderia ultrapassar os 4 mil milhões por emissão. Os juros das obrigações a 30 anos acabaram por subir, mesmo após o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, confirmar um aumento na recompra de títulos de longo prazo. Esta medida superou as previsões de quarta-feira e poderá exceder os 4 mil milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros) por emissão. Bessent desvalorizou a reação dos investidores desta quinta-feira, classificando as oscilações diárias como mero “ruído”.

A sessão teve ainda o impacto das ameaças de Trump, que afirmou estar prestes a desencadear uma “guerra económica” contra o Irão e ameaçou com consequências para quem apoiar o país islâmico, o que levou ao aumento dos preços do petróleo. O crude WTI disparou 2,33% para 87,83 dólares.

No mundo dos negócios, o foco esteve na Walmart, cujas ações afundaram 9,15% no fecho do mercado. Este tombo aconteceu após a empresa apresentar lucros e vendas do segundo trimestre piores do que os analistas previam. Durante a sessão, as ações chegaram mesmo a perder 10%, registando o seu pior dia na bolsa desde maio de 2022.

Relacionado

Economistas desvalorizam risco de crise apesar da escalada das yields da dívida soberana a nível mundial

Economistas desvalorizam risco de crise apesar da escalada das yields da dívida soberana a nível mundial

Maria Teixeira Alves4 Set
As yields da dívida soberana de longo prazo têm vindo a subir de forma sincronizada nas principais economias desenvolvidas, com os Estados Unidos, o Japão e vários países europeus a registarem níveis não vistos em décadas. Mas os economistas ouvidos pelo Jornal Económico consideram pouco provável que a tendência desemboque numa crise, apontando antes para efeitos mais concentrados no investimento empresarial e nas contas públicas de cada país.