Japão pretende substituir 14 reatores nucleares obsoletos até 2050

O plano, delineado pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria, surge numa altura em que o Japão se esforça por garantir capacidade de geração de eletricidade suficiente para satisfazer a crescente procura, impulsionada principalmente por tecnologias emergentes como a inteligência artificial, os centros de dados e as fábricas de semicondutores.

Japão pretende substituir 14 reatores nucleares obsoletos até 2050
FILE PHOTO - Clouds are seen over the cooling tower of the nuclear power plant Isar 2 by the river Isar amid the energy crisis caused by Russia's invasion of Ukraine, in Eschenbach near Landshut, Germany, August 1, 2022. REUTERS/Ayhan Uyanik

O Japão está a considerar substituir um máximo de 14 reatores nucleares obsoletos até à década de 2050, avançou hoje a imprensa local, mais de 15 anos após o desastre de Fukushima.

O plano, delineado pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria, surge numa altura em que o Japão se esforça por garantir capacidade de geração de eletricidade suficiente para satisfazer a crescente procura, impulsionada principalmente por tecnologias emergentes como a inteligência artificial, os centros de dados e as fábricas de semicondutores.

De acordo com o plano, o ministério espera substituir até cinco reatores obsoletos até à década de 2040, elevando o total para cerca de 14 na década seguinte, informaram a agência de notícias Kyodo News e a emissora pública NHK.

Esta é a primeira vez que o governo estabelece metas específicas para a substituição de reatores, segundo a Kyodo News.

O plano será apresentado numa reunião do Conselho de Ministros japonês ainda hoje, informaram os meios de comunicação locais, acrescentando que o Governo da primeira-ministra, Sanae Takaichi, irá rever o projeto este verão.

A indústria energética japonesa estima que, até 2040, o país enfrente um défice de 5,5 milhões de quilowatts, o equivalente à produção de cerca de cinco reatores, acrescentou a Kyodo.

O Japão desativou todas as centrais nucleares após o terramoto e tsunami de 2011, que provocaram a fusão de três reatores na central de Fukushima.

Mas o país quer agora reativar a energia nuclear para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e alcançar a neutralidade carbónica até 2050.

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