Os ataques informáticos estão a aumentar e muitas vezes começam da forma mais simples: com uma password roubada. Basta um descuido para alguém conseguir aceder às suas contas.
A autenticação de dois fatores (2FA) surge como uma das formas mais eficazes de proteção. Ao adicionar uma segunda verificação, torna muito mais difícil o acesso indevido, mesmo quando a password já foi comprometida.
Como funciona esta proteção
Com a autenticação de dois fatores ativa, o acesso a uma conta deixa de depender apenas da password.
Além de introduzir a palavra-passe, precisa de confirmar a sua identidade através de um segundo passo, como:
• um código enviado para o telemóvel
• uma notificação numa aplicação
• ou validação biométrica
Isto significa que, mesmo que alguém descubra a sua password, não conseguirá entrar sem essa confirmação adicional.
Porque faz diferença na prática
Grande parte dos ataques digitais acontece através de phishing ou mensagens fraudulentas que levam os utilizadores a partilhar credenciais.
Sem proteção adicional, basta essa informação para aceder à conta.
Com 2FA ativa:
• a password deixa de ser suficiente
• o acesso fica bloqueado sem o segundo fator
É esta camada extra que permite evitar a maioria dos acessos indevidos.
Vale a pena ativar?
Sim. A maioria dos serviços já disponibiliza esta funcionalidade, desde emails a redes sociais e aplicações bancárias.
Apesar disso, muitos utilizadores ainda não a ativaram, seja por desconhecimento ou por acharem que é complicado. Na realidade, demora poucos minutos e pode evitar problemas sérios, como perda de acesso a contas ou prejuízos financeiros.
O que fazer se algo correr mal
Se suspeitar que a sua password foi comprometida, por exemplo, após inserir dados num site falso ou receber alertas de acessos desconhecidos, deve agir de imediato.
Comece por alterar a password, verificar a atividade da conta e contactar a entidade responsável, especialmente se estiverem em causa dados sensíveis ou financeiros.
Pode também recorrer ao Portal da Queixa para expor a situação, contactar a entidade envolvida e acompanhar a resposta. Além de ajudar a resolver o problema, partilhar que foi alvo de burla é fundamental para alertar outros consumidores e evitar que mais pessoas sejam afetadas pelo mesmo tipo de esquema, contribuindo também para que as próprias entidades identifiquem o problema e consigam alertar o maior número possível de clientes.