Mudanças no subsídio de mobilidade afastam Easyjet dos Açores e ameaçam Madeira

Parlamento prepara-se para votar mudanças ao subsídio de mobilidade, incluindo o fim do teto máximo de reembolso. Governo diz que Easyjet já ameaçou deixar de voar para a Madeira. Companhia aérea de baixo custo diz que vai avaliar as alterações quando forem aprovadas.

Mudanças no subsídio de mobilidade afastam Easyjet dos Açores e ameaçam Madeira
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As mudanças nas regras no subsídio social de mobilidade (SSM) estão a afastar a Easyjet de um regresso aos Açores, depois da saída da Ryanair.

O Governo tentou o regresso da Easyjet à Região Autónoma dos Açores, mas a resposta foi clara: o regresso não é possível porque as alterações propostas no Parlamento tornam a rota pouco competitiva, apurou o JE.

A companhia de baixo custo está preocupada principalmente com o fim do teto máximo de reembolso nas viagens entre o continente e as Regiões Autónomas.

Com a saída da Ryanair, apenas a TAP e a SATA estão a ligar os Açores ao continente.

Sobre a Madeira, o secretário de Estado das Infraestruturas disse hoje no Parlamento que a “Easyjet confirmou que não ia fazer mais voos com as alterações que estão a ser feitas nesta casa. Se querem manter esse tema deviam refletir sobre as alterações, nomeadamente o teto máximo”, afirmou Hugo Espírito Santo em resposta ao deputado do JPP.

As alterações foram aprovadas na especialidade com a votação final em plenário a ter lugar no dia 17 de abril, com os votos favoráveis do PS, Chega e JPP e votos contra do PSD e CDS-PP.

Questionada pelo JE, a Easyjet disse que “encontra-se a acompanhar o processo legislativo e avaliará, depois de o mesmo estar concluído, as alterações a serem implementadas no sistema”, tendo sido ouvida no respetivo processo legislativo.

A companhia deixou de voar para os Açores em 2017, justificando a decisão com a falta de aviões para dar resposta à procura e o aumento da concorrência, quer pela Ryanair, mas também pela TAP e A SATA. A transportadora britânica inaugurou a rota Lisboa-Ponta Delgada em 2015.

Já a Ryanair deixou de voar recentemente para os Açores, justificando a decisão com as elevadas taxas aeroportuárias da ANA – Aeroportos de Portugal, mas também com as taxas ambientais europeias que tornam a operação não competitiva. A companhia transportava 100 mil passageiros por ano para a Região Autónoma.

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