Euribor em alta: Famílias sob pressão e respostas ainda insuficientes

Em março de 2026, as taxas Euribor a 3, 6 e 12 meses voltaram a subir, traduzindo-se em nova atualização em alta das prestações já a partir deste mês de abril.

Euribor em alta: Famílias sob pressão e respostas ainda insuficientes
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O aumento das taxas de juro, em particular da Euribor no mês de março, está a agravar de forma significativa a situação financeira de milhares de famílias portuguesas com crédito à habitação indexado a taxa variável. Em março de 2026, as taxas Euribor a 3, 6 e 12 meses voltaram a subir, traduzindo-se em nova atualização em alta das prestações já a partir deste mês de abril.

 EURIBOR   MAR/26
3 Meses ⇑ 2,109
6 Meses ⇑ 2,322
12 Meses ⇑ 2,565

 

Este agravamento não é apenas estatístico, tem um impacto direto e muito concreto no dia a dia das famílias. Por exemplo, num crédito à habitação com spread de 1% e prazo de reembolso de 30 anos (360 meses):

100 000,00 € 150 000,00 € 250 000,00 €  
EURIBOR
Prestações
atuais
424,20 € 636,30 € 1 060,49 € 3M
427,13 € 640,69 € 1 067,81 € 6M
443,37 € 665,06 € 1 108,43 € 12M
Prestações
revistas em abril
427,48 € 641,22 € 1 068,71 € 3M | 2,109%
439,00 € 658,50 € 1 097,50 €   6M | 2,322%
452,43 € 678,64 € 1 131,07 € 12M | 2,565%

Diferença percentual nas prestações entre contratos indexados à Euribor sujeitos a atualização em abril:

100 000,00 € 150 000,00 € 250 000,00 € EURIBOR
Variação após revisão em abril  + 3,28 €  + 4,92 €  + 8,22 € 3M
 + 11,87 € + 17,81 € + 29,69 € 6M
 + 9,06 € + 13,58 € + 22,64 € 12M
 

 

Uma pressão que se acumula

A subida das prestações surge num contexto em que muitas famílias ainda não conseguiram recuperar do impacto da inflação recente e das tempestades no início do ano. O aumento simultâneo dos custos com habitação, energia e bens essenciais está a criar uma pressão acumulada que reduz drasticamente a margem financeira disponível.

A DECO tem registado um aumento de pedidos aconselhamento sobre o crédito à habitação. Este crescimento confirma que as dificuldades estão a intensificar-se, mas revela também uma maior consciência por parte das famílias, que procuram ajuda antes de entrarem em incumprimento — um sinal positivo, mas que não dispensa respostas mais eficazes.

O que podem fazer as famílias?

Perante este cenário, é essencial agir com rapidez e informação. A DECO recomenda:

  • Rever o orçamento familiar, identificando onde é possível reduzir encargos;
  • Conhecer em detalhe o contrato de crédito, avaliando condições e comparando com o mercado;
  • Simular o impacto de novas subidas da Euribor, antecipando cenários;
  • Contactar o banco o mais cedo possível, para renegociar spread, prazo ou modalidade de taxa (variável, mista ou fixa);
  • Criar uma margem de segurança financeira, sempre que possível;
  • Recorrer a apoio independente, especializado e transparente, nomeadamente junto da DECO.

Informe-se connosco.

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