Inteligência Artificial vai ter uma “mudança estrutural na produtividade”

EUA e a China estão mais preocupados em desenvolver IA primeiro, com a Europa mais preocupada com a regulamentação, e só depois com o desenvolvimento.

Inteligência Artificial vai ter uma “mudança estrutural na produtividade”
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A Inteligência Artificial (IA) vai ter uma “mudança estrutural na produtividade” laboral nos próximos anos, prevê Paulo Macedo.

“No desenvolvimento da IA, acredita-se que vá ter uma mudança estrutural na produtividade. Há claramente uma liderança dos EUA e não vemos essa liderança na Europa”, começou por dizer o presidente da Caixa Geral de Depósitos esta terça-feira.

“Nos EUA há um investimento nesta área de IA sem paralelo”, afirmou. “Para o bem e para o mal. Para o bem, há um desenvolvimento, captação de ganhos para a economia americana mais cedo, mas também com o tal perigo… se estamos numa bolha e se as empresas estão sobrevalorizadas…”, afirmou na sua intervenção durante um Encontro Fora da Caixa que teve lugar esta terça-feira em Sines, com o Jornal Económico como ‘media partner’.

Na produtividade, há um “diferencial significativo” entre os EUA e a Europa, sendo mais baixo no Velho Continente. Já Portugal também tem uma produtividade menor face ao registado na Europa.

“Temos de ver o que queremos da IA. Não tenho dúvidas de que vai mudar estruturalmente, é um fator positivo, mas tem de ser controlado o que se faz”, defendeu Paulo Macedo.

Na competição geoestratégica, o líder da Caixa apontou que “neste momento em que a própria Europa está mais preocupada em regulamentar primeiro e depois desenvolver. Já os EUA e a China estão na fase em que é preciso desenvolver primeiro e depois regulamentar”.

“O contributo da IA pode ser maior ou menor consoante foi potenciado e consoante for combinado”, declarou na sua intervenção.

Olhando para os robots humanóides, “haverá um passo para este tipo de aplicação. Pode-se dar um salto muito significativo em termos de produtividade. Fazendo trabalho repetitivo a um custo mais baixo, libertando pessoas para fazer tarefas de maior valor acrescentado”.

 

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