Seguro diz que Ventura quer mudar de regime e que traria cinco anos de turbulência

Num almoço de campanha em Castro Verde, distrito de Beja, Seguro voltou à ideia de que “nunca foi tão fácil identificar o que separa os dois candidatos” que disputam a segunda volta, têm dois perfis e dois caminhos políticos completamente diferentes.

Seguro diz que Ventura quer mudar de regime e que traria cinco anos de turbulência
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 O candidato presidencial António José Seguro perguntou hoje se Portugal aceitaria viver “cinco anos de turbulência” e de oposição desde Belém contra o primeiro-ministro, como diz que faria o seu opositor André Ventura, acusando-o de querer “mudar de regime”.

Num almoço de campanha em Castro Verde, distrito de Beja, Seguro voltou à ideia de que “nunca foi tão fácil identificar o que separa os dois candidatos” que disputam a segunda volta, têm dois perfis e dois caminhos políticos completamente diferentes.

“E a pergunta que eu vos faço é muito clara. O país aceita ter um caminho e viver cinco anos de turbulência, de divisão, de semear ódio, pôr portugueses uns contra os outros, de fazer oposição a partir de Belém contra o primeiro-ministro. É isso que os portugueses querem?”, perguntou.

Pelo contrário, Seguro promete ser “Presidente que una, que agregue, moderado, dialogante”.

“Um Presidente que não foge aos problemas, os encara de frente, mas encontra nas regras da democracia as soluções para colocar todos, particularmente o Governo, exigindo-lhe resultados no sentido de encontrar as melhores respostas para que os portugueses possam ter uma vida melhor”, apontou.

O candidato presidencial apoiado pelo PS avisou que isto não “é uma fábula” e avisou para os riscos que considera que representa o seu opositor na segunda volta das presidenciais.

“Enquanto nós queremos mudar o regime, o meu adversário quer mudar de regime e nós não vamos permitir que se mude de regime porque amamos o nosso regime e a maneira como vivemos nele”, avisou.

Seguro perguntou à plateia se queria correr esse risco e, como não ouviu à resposta à primeira, insistiu na pergunta.

“Pode ser um bocadinho mais alto? Muito bem, ouvi perfeitamente. Então qual é a melhor maneira de evitar esse risco? É mesmo um Seguro contra o risco”, disse.

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