Reprogramação do PRR reforça investimento em baterias, hidrogénio e rede e garante execução até 2029

Bruxelas aprova revisão que vai garantir reforço dos instrumentos de transição energética e extensão de prazos para execução dos investimentos em hidrogénio e baterias, além do lançamento de novo aviso de flexibilidade da rede com uma dotação de 60 milhões de euros.

Reprogramação do PRR reforça investimento em baterias, hidrogénio e rede e garante execução até 2029
Maria da graça carvalho – ministra do ambiente

O Conselho Europeu deu luz verde à revisão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) apresentada por Portugal na área do Ambiente e Energia, permitindo ajustar o plano às exigências de execução no terreno e reforçar investimentos considerados estratégicos para a transição energética.

“Reforçámos estes investimentos, alargámos os prazos de execução até 2028/2029 e garantimos maior robustez na sua implementação. Esta decisão permite ainda lançar um novo aviso de flexibilidade da rede, essencial para reforçar a resiliência do sistema elétrico e acelerar a integração de energias renováveis”, afirma Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia, em comunicado enviado às redações. 

A reprogramação permite ao país reforçar os investimentos nas áreas das baterias e do hidrogénio, “fundamentais para a integração de energias renováveis e para a descarbonização da economia”, com um financiamento de cerca de 415 milhões de euros.

E ganhar tempo. O prazo para a execução destes investimentos foi alargado até 2028/2029.

Na sequência, adianta o Ministério do Ambiente e Energia, será lançado, em breve, um novo aviso dedicado à flexibilidade da rede elétrica, com uma dotação de 60 milhões de euros, correspondente ao reforço obtido nesta revisão, de forma a “aumentar a resiliência do sistema elétrico nacional”.

“A aprovação da revisão do PRR pelo Conselho Europeu confirma que Portugal soube defender as suas prioridades estratégicas”, salienta Maria da Graça Carvalho. 

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