PSD domina nos concelhos mais ricos e pobres do país

O PSD dominou nos concelhos mais ricos e mais pobres do país. Já o PS domina nos concelhos com mais crime e mais imigrantes.

PSD domina nos concelhos mais ricos e pobres do país
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O PSD dominou tanto nos concelhos mais ricos como nos mais pobres de Portugal nas eleições autárquicas. Já o PS conquistou a maioria das autarquias com mais crime e com maior peso de imigrantes.

“Somos os grandes vencedores”, disse Luís Montenegro no rescaldo da vitória. que terminou com 136 autarquias para os sociais-democratas: 78 sozinhos e 58 coligados.

Já o PS conquistou 128 autarquias (126 sozinhos e 2 coligados). “O PS voltou. O PS voltou com grande partido de alternativa política ao Governo”, reagiu José Luís Carneiro.

Olhando para os 10 concelhos onde o PIB per capita é menor no país, segundo o INE, o PSD venceu em sete, seguido do PS com três câmaras.

Nestes concelhos, o PSD obteve a maior votação em Valpaços (Vila Real), com 66% e 5 vereadores com maioria absoluta, seguido do Chega (16%) e do PS (14%). Em 2021, venceu PSD com 74%.

Segue-se Celorico de Basto (Braga), com 60%, cinco vereadores, com PS/NC em segundo com dois vereadores, seguido do Chega com 5%. Em 2021, PSD tinha vencido. Em Câmara de Lobos (Madeira), venceu com 60%, atingindo maioria absoluta, com Chega e JPP a obter menos de 13% cada um. No Nordeste (Açores), venceu com 59% e quatro vereadores, seguido do PS. Na Ponta do Sol (Madeira), PSD venceu com 54% e três vereadores, com PS a conquistar 40% e dois vereadores. Em Vimioso (Bragança), venceu com 53%, seguido do PS (42%). Em Baião (Porto), PSD roubou a câmara ao PS e venceu com 52% com quatro vereadores, seguido do PS (41%) com três vereadores.

Nas câmaras vencidas pelos socialistas, em Porto Moniz (Madeira) – venceu com 56% e três vereadores, seguido do PSD com 38% e dois vereadores. Em Vinhais (Bragança), venceu com 52% e conquistado três vereadores, ficando com maioria absoluta. Em Penamacor (Castelo Branco), venceu com 48% e três vereadores.

Analisando os concelhos com maior poder de compra do país (segundo os dados do GPEARI – Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais – Ministério das Finanças), o PSD venceu em quatro das autarquias mais ricas do país, seguido do PS com duas e Isaltino Morais em Oeiras.

Em Lisboa, o PSD/CDS/IL venceu com 42%, ficando com oito vereadores. Já o PS/L/BE/PAN obteve 34% e seis vereadores. Em 2021, a AD conquistou 34% e sete vereadores.

Em Cascais, a AD vence com 34% e cinco vereadores, seguido do PS com 16% e dois vereadores, e o movimento independente de João Maria Jonet com 15% e dois vereadores. Em 2021, PSD venceu com 53% e sete vereadores.

Em Sintra, o PSD venceu com 34% e quatro vereadores. Segue-se o PS com 32% e quatro vereadores e o Chega com 23% e três vereadores. Em 2021, PS venceu com 35% e cinco vereadores, seguido do PSD com 27% e quatro vereadores.

Em Oeiras, o independente Isaltino Morais venceu com 62% e nove vereadores, com maioria absoluta total. O movimento tinha conquistado o poder em 2021 com 51% e oito vereadores.

A norte, no Porto, o PSD venceu com 37% e seis vereadores, com o PS a obter 36% e seis vereadores, e o Chega com 8%. Em 2021, Rui Moreira tinha vencido com 41%.

Em Matosinhos, o PS venceu com 45% e seis vereadores. Segue-se o PSD com 24% e 3 vereadores. PS tinha vencido em 2021 com 44%.

No Algarve, em Loulé, o PS venceu com 38% e quatro vereadores, seguido do PSD com 38% e quatro vereadores também. PS tinha vencido em 2021 com 55% e seis vereadores.

Por seu turno, nos concelhos com mais crimes por cada 100 habitantes (incluindo todo o tipo de crimes, numa compilação feita pela plataforma “Criminalidade em Portugal”), o PS obteve cinco autarquias, com o PCP a obter dois concelhos e a AD outros dois, com um para o Chega.

O PS venceu em Loulé, Lagoa, Portimão, os três no distrito de Faro, e em Grândola e em Alcácer do Sal (distrito de Setúbal).

Já o PCP obteve vitórias nos concelhos de Sines (Setúbal) e de Silves (Faro), com o PSD a obter vitórias nas duas maiores cidades do país, Lisboa e Porto.

Mais a sul, o Chega venceu em Albufeira, uma das três autarquias conquistadas, com 41% dos votos, elegendo três vereadores.

Nos concelhos onde os imigrantes mais pesam na população em Portugal, os socialistas venceram em sete autarquias, contra uma do PSD e do Chega, cada um.

Em Odemira (Beja), o PS obteve maioria absoluta com quatro vereadores. Em Ferreira do Alentejo (Beja), venceu com 44% e três vereadores.

Em Almeirim (Santarém), o PS venceu com 59% e cinco vereadores, maioria absoluta.

Mais a sul, no distrito de Faro, o PS venceu em Tavira e em Loulé A norte, conquistou Cinfães com 49% e quatro vereadores. Nos arredores de Lisboa, venceu em Odivelas com 40% e cinco vereadores.

Em Vila do Bispo, o PSD venceu com 41% dos votos e dois vereadores, empatado com PS (dois vereadores) com 39%.

Em Albufeira, venceu o Chega, e também no distrito de Faro, em Aljezur, o movimento independente R-MI venceu com 57% dos votos e três vereadores.

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