Trump não garante pagamentos retroativos a trabalhadores afetados pelo shutdown

A informação consta de um documento interno da Casa Branca, a que a AP teve acesso. A decisão é vista como uma tática de força para pressionar os congressistas para resolverem o problema, quando os partidos permanecem em impasse, no sétimo dia do 'shutdown'.

Trump não garante pagamentos retroativos a trabalhadores afetados pelo shutdown
donald-trump

O governo de Donald Trump avisou terça-feira que não garantirá o pagamento retroativo dos trabalhadores federais relativo ao ‘shutdown (encerramento das agências governamentais pelo impasse orçamental), o que reverte uma prática instituída e afeta 750 mil pessoas.

A informação consta de um documento interno da Casa Branca, a que a AP teve acesso.

A decisão é vista como uma tática de força para pressionar os congressistas para resolverem o problema, quando os partidos permanecem em impasse, no sétimo dia do ‘shutdown’.

Os democratas estão a condicionar o seu voto positivo à extensão do financiamento dos cuidados de saúde.

Depois do ‘shutdown’ mais longo na história do país, em 2019, Trump promulgou legislação que garante que os trabalhadores federais recebem os retroativos relativos a qualquer período de ‘shutdown’.

Mas, no novo documento, o seu Gabinete de Gestão e Orçamento afirma que este pagamento deve ser feito pelo Congresso, se assim o entender no quadro de qualquer proposta orçamental.

Hoje, durante uma reunião na Casa Branca, Trunp disse que ia “aplicar a lei” sobre estes pagamentos aos trabalhadores federais, minutos depois de afirmar que os pagamentos “dependem de quem estivermos a falar”.

Relacionado

EUA: Compra de obrigações pelo Tesouro vista como positiva para as ações

EUA: Compra de obrigações pelo Tesouro vista como positiva para as ações

Ruben Pires2 Set
A maioria dos analistas consultados pelo JE consideram que a subida do limite mínimo de recompra pelo Tesouro dos Estados Unidos de obrigações, de dois mil milhões de dólares para quatro mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros e 3,4 mil milhões de euros), a partir de 9 de setembro, pode ter um efeito positivo sobre o mercado de ações, apesar da dimensão da intervenção ser reduzida. Entre os setores que podem sair mais beneficiados estão os que possuem maior sensibilidade às taxas de juro como o tecnológico, o imobiliário e as utilities.