Queda de 28% na taxa de ocupação do Politécnico da Guarda, mas cursos de Enfermagem e Educação Básica esgotam vagas

Joaquim Brigas, presidente do Politécnico da Guarda, que regista 278 estudantes colocados na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso de 2025, critica "o aumento sucessivo de vagas nas grandes instituições do litoral" por ter criado uma concorrência profundamente desigual.

Queda de 28% na taxa de ocupação do Politécnico da Guarda, mas cursos de Enfermagem e Educação Básica esgotam vagas
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O Instituto Politécnico da Guarda – IPG regista 278 estudantes colocados na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso de 2025, o que representa uma quebra de 28% na sua taxa de ocupação, a qual baixa de 61% em 2024 para 33% este ano.

Apesar da quebra, o IPG tem procura elevada em várias áreas de formação. Enfermagem e Educação Básica preencheram a totalidade das vagas disponíveis, enquanto Mecânica, Informática Industrial e Desenho de Equipamento e Ambientes registaram taxas de ocupação muito positivas. A Escola Superior de Saúde teve mais colocados que em 2024: passou de 101 no ano passado para 113 em 2025, subindo a sua taxa de ocupação de 65,2% para 66,5%.

Segundo os dados oficiais do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, divulgados este domingo, 24 de agosto, as universidades perderam em média 6% e os politécnicos 20%. Continua a agudizar-se a concentração no litoral: as instituições de ensino superior (IES) do litoral cresceram para 76% do total de alunos colocados, face aos 72% de 2024.

“Tivemos bons resultados em alguns cursos, o que demonstra a confiança que muitas famílias continuam a depositar no Politécnico da Guarda. Mas é inegável que o aumento sucessivo de vagas nas grandes instituições do litoral criou uma concorrência profundamente desigual”, afirma Joaquim Brigas, presidente do IPG.

Para Joaquim Brigas, “esta realidade prova que a política de coesão territorial continua a ser um título vazio, apesar de existir um ministério com esse nome. Só com medidas concretas de promoção do ensino superior fora dos grandes centros será possível um país equilibrado e competitivo, capaz de assegurar às empresas locais inovação, ciência e qualificação de recursos humanos”.

O IPG aguarda pela segunda fase de candidaturas, ainda na expectativa de preencher a maioria dos cursos, à semelhança dos anos anteriores. “Faremos tudo para recuperar a dinâmica de procura e continuaremos a afirmar o IPG como ator fundamental para o desenvolvimento num território de baixa densidade”, conclui Joaquim Brigas.

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