O BBVA vai tomar medidas legais contra a intervenção inédita do Governo de Sánchez numa operação de mercado. A 15 de julho, o grupo presidido por Carlos Torres interpôs recurso para o Supremo Tribunal contra as condições impostas pelo Conselho de Ministros à sua OPA sobre o Banco Sabadell, avança El Economista, que cita fontes bancárias.
O banco garante que este processo legal não irá interferir no resultado da transação, que seguirá o seu calendário em paralelo. Após receber autorização da Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários (CNMV), o banco basco publicará o prospeto atualizado, dando início à OPA iniciada há 15 meses.
A 24 de junho, depois de ter lançado uma consulta pública sem precedentes, o Conselho de Ministros divulgou o seu veredicto: um veto de três anos à fusão, prorrogável por mais dois anos, o que significa que cada entidade deverá manter a sua personalidade jurídica, património próprio e autonomia de gestão.
Após tomarem conhecimento da decisão do BBVA, fontes governamentais garantiram que agiram “em todos os momentos em conformidade com a regulamentação nacional, conforme corroborado pelos relatórios do Ministério Público, e respeitando a participação de todas as instituições envolvidas e as suas competências”.
Esta regulamentação está em vigor desde 2007 e tem sido aplicada inúmeras vezes desde então. “De qualquer forma, respeitamos a decisão do BBVA”, acrescentaram.