Lucros do BBVA sobem 4,5% para máximo de 10,5 mil milhões em 2025

O grupo BBVA lucrou 10.511 milhões de euros em 2025, mais 4,5% do que no ano anterior e um máximo que supera pela primeira vez 10.500 milhões, impulsionado pelas receitas recorrentes do negócio bancário.

Lucros do BBVA sobem 4,5% para máximo de 10,5 mil milhões em 2025
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O grupo BBVA lucrou 10.511 milhões de euros em 2025, mais 4,5% do que no ano anterior e um máximo que supera pela primeira vez 10.500 milhões, impulsionado pelas receitas recorrentes do negócio bancário.

O BBVA informou esta quinta-feira a Comissão Nacional do Mercado de Valores espanhola (CNMV) que elevou a margem de juros em 4%, para 26.280 milhões.

A entidade, até há alguns meses imersa na oferta pública de aquisição (OPA) sobre o Banco Sabadell, distribuirá com base nos resultados de 2025 um dividendo por ação de 92 cêntimos em dinheiro, o maior da sua história e que representará o pagamento de 5.249 milhões, mais 31% do que em 2024.

O banco já pagou 32 cêntimos de euro por ação em 07 de novembro passado, valor ao qual se somarão 60 cêntimos de euro por ação, que serão pagos previsivelmente em abril e que elevarão o dividendo com base em 2025 para 92 cêntimos.

O BBVA anunciou, além disso, em dezembro, um plano de recompra de títulos no valor de 3.960 milhões de euros, do qual já está em andamento uma primeira tranche de 1.500 milhões e do qual já foi executado 42,8%.

O lucro obtido pelo BBVA em 2025 fica um pouco abaixo do que o consenso dos analistas previa, que era de 10.566 milhões de euros, mais 5,1% do que um ano antes.

Os recursos de clientes cresceram 13,5% no ano, favorecidos pelos depósitos de clientes, que aumentaram 12,3%, bem como pela evolução dos fundos de investimento e das carteiras geridas, que tiveram um aumento de 17,2%.

Os custos operacionais subiram 1%, para 14.332 milhões de euros, e a margem bruta (a que inclui todas as receitas) aumentou 4,1%, para 36.931 milhões de euros.

Por áreas de negócio, o BBVA registou um lucro histórico em Espanha de 4.175 milhões de euros, um aumento de 11,3%, no México, o resultado atribuível foi de 5.264 milhões, um aumento de 5,7%, na Turquia, de 805 milhões de euros, que representa um aumento de 31,8% em euros correntes, e na América do Sul, de 726 milhões de euros, um aumento de 14,3% a taxas de câmbio correntes.

A área de negócios Restantes, que inclui os negócios na Europa e nos Estados Unidos, teve um resultado atribuível de 627 milhões, um aumento de 29,4%.

O presidente do BBVA, Carlos Torres, disse que o BBVA está “no seu melhor momento” e que olham para 2026 com perspetivas positivas em todos os mercados do banco, esperando aumentar a rentabilidade para níveis em torno de 20%.

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