Manifestantes acusam Rangel e UE de genocídio

A intervenção dos cinco jovens ocorreu no início da conferência “40 Anos de Portugal na União Europeia: O Legado de Mário Soares e os Desafios do Futuro", quando irromperam no recinto, na Feira do Livro, com cartazes em que se lia “Rangel culpado de genocídio”, “UE culpada de genocídio”, “Para de consentir, começa a agir”, empunhando uma bandeira da Palestina.

Manifestantes acusam Rangel e UE de genocídio
Carlos Barroso/Lusa

Um grupo de cinco manifestantes acusaram hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e a União Europeia de serem “culpados de genocídio”, durante a participação do governante português numa conferência em Lisboa.

A intervenção dos cinco jovens ocorreu no início da conferência “40 Anos de Portugal na União Europeia: O Legado de Mário Soares e os Desafios do Futuro”, quando irromperam no recinto, na Feira do Livro, com cartazes em que se lia “Rangel culpado de genocídio”, “UE culpada de genocídio”, “Para de consentir, começa a agir”, empunhando uma bandeira da Palestina.

A ação, organizada pelos movimentos Climáximo e Greve Climática Estudantil, atraiu a curiosidade de algumas dezenas de pessoas, que se aproximaram do local e aplaudiram os manifestantes, gritando também “Palestina Livre”.

Elementos da polícia e seguranças retiraram os manifestantes do auditório, mas estes continuaram o protesto no exterior, antes de dispersarem.

“Viemos aqui para culpabilizá-los pela fome, pela miséria, pelas mortes que estão a acontecer na Faixa de Gaza e dizer que não aceitamos este sistema que promove o genocídio, a guerra, o colonialismo e o colapso climático. Vamos derrubar esse sistema”, disse uma das manifestantes, que apelou à população portuguesa para se juntar ao protesto.

“O vosso silêncio é cúmplice do genocídio”, comentou, prometendo que os manifestantes não vão parar “até que a Palestina seja livre”.

O protesto não interrompeu a conferência, com a professora universitária Dina Sebastião a prosseguir a sua intervenção, apesar do protesto.

Relacionado

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

“Quero avaliar com os líderes parlamentares a definição da data a partir da qual se devem contar os três dias para efeitos de levar à discussão na Assembleia da República”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco, em declarações aos jornalistas nos Açores, uma vez que a moção de censura deu entrada “num período de interrupção dos trabalhos parlamentares”
Chega ameaça Governo com moção de censura, PS afasta e IL apela à estabilidade

Chega ameaça Governo com moção de censura, PS afasta e IL apela à estabilidade

Bianca Marques28 Ago
O Chega admite avançar já na próxima semana com uma moção de censura ao Governo, aumentando a pressão sobre o executivo. Apesar da iniciativa, a aprovação do texto é, para já, considerada pouco provável, com o PS a afastar o cenário, a Iniciativa Liberal a defender estabilidade política e o PCP a não excluir o recurso aos instrumentos parlamentares disponíveis.
Arte e política

Arte e política

O vazio político que se vive neste tempo, procura alienar os artistas da sua liberdade de criação, e da sua expressão particular de luta, não sujeita ao consumo nem ao sistema; nem tão pouco a aprisionamentos de qualquer espécie, dando expressão às necessidades do Homem e da humanidade, promovendo a transformação social face à miséria cultural e social a que se assiste.